Mostrando postagens com marcador solidão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador solidão. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 9 de julho de 2013

eu sei que é assim

Tarefa difícil hoje em dia gostar de alguém, né? Não tô tratando do tal do amor romântico. Gostar de ter por perto, gostar da companhia. Adoro conhecer pessoas que tem a ver comigo, dividir coisas legais com elas. Mas sinto que a entrega é cada vez mais e mais difícil, mais e mais custosa.
Me parte o coração ver alguém que eu gosto se afastar. Me parte o coração não saber o que fazer pra algumas pessoas ficarem. Se é que se pode fazer algo. Talvez a vida seja isso mesmo, né? Saber deixar ir embora. Descobrir aos poucos quem veio pra ficar, ou que importância cada um vai ter na sua vida.
Amo algumas pessoas muito profundamente. Me entrego e me dedico às amizades que me cativam. E sofro, mesmo, se acho que estou perdendo. Sofro quando não consigo conversar, sofro por ficar com um tanto de coisa entalada sem conseguir falar. Sofro por me sentir sempre pisando em ovos. Ando muito cansada de sofrer também. Cansa.
Gostar de alguém devia ser mais fácil que isso. Devia ser mais natural.
Desculpem o post Querido diário, desculpem o desabafo. Essa música que fez isso tudo vir à tona.
Sim, essa mesma, nessa versão.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

conclusões

estou chegando a algumas conclusões importantes nos últimos dias.

que a tristeza que eu sinto quando algum relacionamento não dá certo, é mais uma decepção comigo do que com o cara. eu que achei que poderia dar certo. eu que depositei esperanças. na minha cabeça, eu que falhei.

que algo de muito errado eu devo fazer sempre. é meio impossível de acreditar que todos os caras que conheci e tive alguma coisa nos últimos anos realmente não gostaram de mim. pelo não o bastante pra ficar. é um sentimento ruim, como se eu não conseguisse ser 'namorável'. já faz tempo que não sei o que ter um companheiro, amigo ao lado. não sei o que andar de mão dada na rua. e sério, quero isso. qualquer coisa a menos que isso, não, obrigada. cansa, eu cansei. migalinha não. mas aí vem esse medo, medo de ficar sozinha pra sempre. medo de que, se eu não aprender a lidar com isso, vai ser cada dia pior. e de verdade, a possibilidade desse sentimento ficar ainda pior me assusta. é difícil lidar com isso. é difícil lidar com tantos abandonos em sequencia. 

que eu sei bem o que eu não quero. e sei bem o que eu quero. mas não sei onde encontrar.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

não confie em ninguém com mais de 30 anos





Domingo, sem muita surpresa, vou acordar com 30 anos.

Novas etiquetas de agora pra frente: mulher adulta, mulher de trinta, balzaquiana. Não posso negar que isso, acompanhado dos outros rótulos - dados por mim, quase sempre - solteirona, indecisa, desnorteada, pesam. Pesa um pouco lembrar como me imaginava aos trinta. Pesa um pouco não ter ideia do que será a vida daqui pra frente. Pesa ter urgência de algumas coisas que estão fora do meu controle. 

É, é pesado crescer.

Um tempo atrás, estava pensando sobre isso: o que é crescer? A conclusão foi que crescer é algo como se tornar uma criança responsável. Cumprir com suas obrigações, tarefas, trabalhos, responsabilidades, mas sempre com a leveza e a alegria - se possível com os olhos - de uma criança. Não parar de brincar com a vida, de se divertir nela. Manter a alma de criança.

2012 está sendo um ano maluco pra mim. A minha impressão é que entre dezembro de 2011 e janeiro de 2012, minha 'alma de criança' saiu pra brincar e nunca mais voltou. Isso aconteceu na forma de perdas, mudanças, pessoas queridas que se afastaram, decepções. Estou me sentindo menos alegre esse ano, mais preocupada, menos focada, rendendo menos. Sinto falta da criança, sinto falta da alegria, sinto falta da descontração. A cada dia quero mais ficar quieta em casa, desligar telefone+emails+facebook+skype+twitter e ficar só, ouvindo o ventilador rodar. E tomar um vinho branco. Só.

Quero achar essa alegria, quero rir de novo, quero não aguentar ficar tanto tempo em casa. Quero minha leveza de volta, daquele jeito bonito que eu conheço ela. Acho que ela  anda meio forçada ultimamente...

Preciso achar essa criança logo.

Preciso voltar a rir à toa.


terça-feira, 13 de março de 2012

às vezes é um instante


a sombra do futuro, a sobra do passado, o assombro que isso tudo tem causado. a saudade de um tempo que ainda não passou, a espera pelo que vem. o caos no pensamento. pessoas queridas que se afastam. todas ao mesmo tempo. me deixam sem entender, não querem conversar. mais uma vez: dói. fica um sentimento de ser descartável na vida das pessoas, e sem entender o porque. 


simples assim: tchau, some, vaza.


o que buscar?


a paz na solidão, talvez.


mas e a saudade, como que faz com ela?



sábado, 4 de fevereiro de 2012

Suspiro



Devaneio, coisa que anda muito comum pra mim. A cabeça vai tão longe que não tem sido difícil focar no que é necessário. Cada dia é uma desculpa pra acordar tarde, pra correr atras de outras coisas. Talvez assim esteja sendo na minha vida a muito tempo... Ontem, pensando numa remota possibilidade de mais uma virada maluca na minha vida, me peguei pensando: 'ok ir embora daqui, fico mais tempo sozinha mesmo!'. Acho que enfim entendi o que um amigo me disse uns três anos atras, que onde quer que eu fosse, a solidão que eu sentia ali ia me seguir, que a solidão estava em mim, e não na cidade em que morava, no estranhamento que sentia ali. Não acho que o homem é a ilha. A cabeça é a ilha (da-lhe Dahmer). Ou os dois são a mesma coisa.

Uma paixonite platônica, já que de perto me sinto uma ilha. Uma necessidade de expressar sentimentos por diversas formas. Uma dificuldade de escrever, dificuldade de expressar, dificuldade de colocar em pratica as coisas da vida que têm que andar. Difícil (de uma forma, até bom de saber) quando todos te acham uma pessoa alegre, e existe uma cobrança em estar bem, feliz, rindo, fazendo piada. Ou pior: quando consigo desabafar e a pessoa que escuta, por nunca ter te ouvido desabafar, nunca mais te liga, some. Todo mundo quer amigos felizes, né? Mas isso é amizade mesmo? Sem motivo, sem porque.

Por que sim, por que é.

Pode ser a proximidade dos 30 anos, a saudade do cachorrinho sumido, o medo (forte) de não dar conta do que foi proposto pra esse ano, o medo de ficar sozinha. Usando demais o termo 'medo', vai ver é isso. Ou, como disse uma amiga: o bom dos 30 é que, por mais que você não saiba o que quer, você sabe bem o que não quer. Assusta saber bem o que eu não quero em alguns aspectos da minha vida, e ver que isso é exatamente o que aparece em volta. É fácil fazer as malas e mudar, sempre tenho mil motivos pra cada mudança. Hoje, me pergunto se estou indo atras de alguma coisa ou do que estou fugindo. Talvez esteja só fugindo de mim. E essas ultimas semanas, passadas muito sozinha, esteja começando a encarar que algo perturba. Ainda não sei o que é, mas tem algo ali.

Ali não, aqui: aqui dentro.

sábado, 15 de outubro de 2011

solidão apavora



dá medo ficar sozinho. passa tudo que é coisa pela cabeça. mas o medo parece um pouco fome: vem forte, depois passa. daí vem a paz. hoje passei o dia sozinha, tranquilamente sozinha. saiu muita coisa boa: muita conclusão boa, muita constatação boa. transformar isso tudo em movimento é o próximo passo: mover, agir, colocar o meu mundo pra girar. pensar mais em mim, cuidar mais de mim. tem isso: minha solidão traz um egoismozinho. não egoísmo, mas aquela horinha de te colocar no centro. afinal, você é sim o centro da sua vida.


de uma sexta derrotista pra um sábado reflexivo, vi que algumas coisas têm sim salvação. vi que não sou tão fraca quanto sempre acho que sou, que não preciso fugir tanto das dúvidas: encara, resolve. que cresci sim nos últimos tempos, mas que não tenho mostrado isso muito. o lado moleca anda tão aflorado que me faz esquecer que eu não sou só isso. na beiradinha dos 30, ainda não consigo me ver como mulher. uma menina. mas já tem uma estradinha aqui atrás pra embasar a mulher. pode ainda não ter minha família humana (só a canina), mas tem mudanças, tem coragem, tem amizades, carinho, dedicação. falta recolocar alguns desses elementos de novo na vivência, mas eles tão aqui dentro. eu já vi. mas ainda me falta o que eu não vi, o novo. criar, pesquisar, ler, ter idéias! isso anda gerando a angustia da vez. bola pra frente e firmeza no decote.

da solidão veio a paz. em boa hora. que ela traga a luz e o movimento.

e que traga mais música, mais alegria. que deixe a solidão lá fora. tomando chuva.







terça-feira, 11 de outubro de 2011

hey dude



Nunca culpo a cerveja (ou o mojito, ou seja lá o que for) por nada que acontece ou nada que eu faço. Hoje me vi criando expectativa, uma pequena expectativa - é verdade, pra algo que jurei nunca esperar nada. Talvez não expectativa, mas vontade de sair de casa e ver que criei uma dependência de companhia. Putz, é essa a exata hora que bate a questão: o que eu tô fazendo aqui? Pra quê ficar longe de casa, pra quê inventar moda e acabar tomando minha(s) stella artois sozinha em casa vendo jogo merda da seleção Brasileira? Quero rua quero ver gente. Quero amigos pra estar junto. 

Pensando bem, por um lado consegui um objetivo: criei uma expectativa em cima da amizade, não em cima de qualquer outra coisa. Fico muito feliz por isso. Mas esperei sim: uma resposta pelo menos. Mas tudo pode ter se confundido, tudo pode ter sido entendido errado, tudo pode ter acabado sendo interpretado como uma faisquinha de um sentimento que não existe. Não existe pois estou cuidando muito para ele não existir. Acho que tô conseguindo. Acho não, estou: não tá doendo, não tem choro. Apesar da TPM, não tem choro. 

Tem uma constatação: body moving. The movement you need is on your shoulder. 

Só depende de mim. 


Sempre.

Hora de ir atrás da minha alma nova. Hora de achar o que me faz feliz.
Achar quem me faz feliz.


Sempre é hora disso.


Sempre.




quinta-feira, 8 de setembro de 2011

alguém me avisou pra pisar nesse chão devagarinho

tenho me sentido um pouco igual a uma música do Legião Urbana: parece TPM, mas é só tristeza. Pode ser inferno astral. Acho que são lágrimas e tormentos. Vai saber?

vontade agora? de não ter que ver mr. pink e mr. white nunca mais na vida, de saber que mr.brown arranjou uma namorada e tá mais longe do que achei que estava. vontade de conhecer o mr. blonde e parar de ficar com ciúminho desses amigos. porque sim: sempre viram amigos e eu sempre passo mal sofro por isso. sempre sofro um pouquinho com isso, sempre vejo eles apaixonados por outras moças lindas. chega né? e eles não tem nada com isso: é piração minha. minha e da Marisa Monte, que gravou no 'Universo ao meu Redor' todas as músicas que eu queria cantar agora. tem hora que enche o saco de sempre estar aí pras pessoas e elas nunca estarem aí pra você. pronto, parei com isso: cada um na sua, por favor.


mas tá faltando um pouquinho de paz. tá faltando não ter que fazer força pra sair, pra encontrar amigos. mas quem mandou mudar tanto? quem mandou não se contentar a ficar quieta em Minas? lá é tudo tão mais fácil... já existem os laços, já existe o carinho, já existem amizades leves. a gente é amigo e pronto: vou fazer alguma coisa, vamos? assim: sem força a gente tá junto, rindo, alegre. sofre junto também. lá existe mais laços. talvez aqui sejam mais nós. lá existe o cuidado quando alguém precisa de uma mão. existe meu quarto, existe minha cama, existe colinho de vó... existe uma outra vida que de vez em quando faz uma falta TÃO GRANDE! Falta que me faz repensar decisões, reavaliar possibilidades: será que eu aguento mesmo? mais 5 anos longe? mais 5 anos sem minha raiz? eu consigo fincar uma nova? eu quero isso?



deus me dá uma luz por favor?!?!?! ou jung: me ajuda denovo!!!!


é, sei que tô reclamando demais... tem pesado saber que em mais 1 ano terei 30 anos. penso se conquistei o bastante. penso se não sou acomodada, se não tenho feito tudo errado. 


a dor é minha dor, não é de mais ninguém.


ou como diria minha amiga Camila citando um terceiro (Caio F.): "acontece que eu ainda sou babaca, pateta e ridícula o suficiente para estar procurando O verdadeiro amor"



segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Poderosa?

Amor: coisa difícil. Vem e vai. Volta, sem que a gente queira. De repente, tá ele ali te fazendo chorar: na hora que você se acha forte o bastante pra enfrentar o que vier, vem ele (ou uma lembrança do que ele foi) e te desestrutura. Na hora que você já passou por um outro amor, que ajudou e te mostrar o que você busca, vem o amor antigo (a lá Drummond) e te rouba as estruturas. Mais uma vez, tira seu chão. "Vai ser gauche na vida". Não sei o que vou ser. Não sei o que vou enfrentar pra ser o que quero. Não sei se vou encontrar quem me acompanhe para ser o que quero. Mas sei que você não veio me ver: mais uma vez (quatro anos depois), você não me quis. Pelo menos é assim que eu consigo ver. Me ensina a dançar, a te acompanhar? Quer que te acompanhe? Eu quero. Eu ainda te quero. Ainda sinto saudade. Infelizmente, ainda choro por você. Triste, mas me sinto infeliz por te querer. Sim, meu coração chora, a falta de você. Sim, eu não posso enfrentar essa dor, que se chama amor. Dia a dia pouco a pouco, já estou fica do louca... Volta pra mim, vai? É tanto amor aqui pra te dar...mas TANTO AMOR! Recusa não, vai? From me, to you.

domingo, 26 de junho de 2011

mais alguém

Sempre tive mania de planejar demais minha vida: viagens, caminhos. Planos, sempre. Nos últimos tempos, aprendi que a surpresa tem seu lugar na vida. E um papel muito importante!

Sexta passada, depois do feriado, acordei, fiz umas coisas que precisava fora de casa, voltei, brinquei com os cachorros. Sentei no computador e me deu uma vontade louca de ir pra Belo Horizonte. Faltou a paz. Em uma hora as passagens já estavam compradas, pra ir dali algumas horas.

Um impulso que veio de uma fragilidade momentânea foi muito gratificante. Deixou clara a fragilidade, a carência.  A falta que algumas coisas têm feito na minha vida. A falta que algumas pessoas têm feito na minha ou até a falta que uma pessoa tem feito na minha vida. Falta não dela, mas do que ela foi pra mim. Foi.

Amigas, festinhas, estudos... me descobri trancada pra fora de casa, fiquei de hóspede na casa de pessoas queridas. E como são queridas! Como é bom ter carinho em volta! De vez em quando, alguém que segure na sua mão e não deixe você estragar um esforço interno de meses. Que te abrace, passe um batom escândalo, e te diga que vai ficar tudo bem. Carinho, amizade, comida boa e bons vinhos. Cura tudo nesse mundo? Curar não sei, mas ajuda a construir a base da cura. Faz a gente ficar feliz!

Obrigada, minhas lindas! Pela conchinha, pelo Ruby Woo, pela mágica.

Mágica mesmo, muita :)

"Agora é hora de vibrar
Mais um romance tem remédio
Vou viajar lá longe tem
O coração de mais alguém"



terça-feira, 14 de junho de 2011

Carta (escancarada) ao homem frouxo

Descaradamente reproduzido, 
Diretamente do blog sincero do admirável Xico Sá
Devotamente tido como uma grande verdade (aferida em campo, quase 29 anos de pesquisa):


"Coragem, meu filho, coragem. Epístola dirigida é comigo mesmo. Como esta, atendendo a pedidos de pelo menos 30 fiéis leitoras do blog. Uma carta, fruto da encomenda afetiva das moças, pelo encorajamento do macho perdido:  
***
Amigas, peço a devida licença para me dirigir exclusivamente aos meus semelhantes de sexo, esses moços, pobre moços, neste panfleto testosteronizado.
Sim, amigas, esses seres que andam tão assustados, fracos e medrosos, beirando a covardia amorosa de fato e de direito.
Destemidas fêmeas, caso observem  que eles não leram, não estão nem ai para a nossa carta aberta, mostrem aos seus homens, namorados ou pretendentes,  esfreguem uma cópia impressa nos narizes insensíveis para os bons cheiros da vida.
Uma cópia colada na tv antes do clássico não funciona. Ele vai esquecer de ler depois.  
Agora falando sério, e só para estes moços, pobres moços:
Amigos, chega dessa pasmaceira, chega dessa eterna covardia amorosa. Amigos, se vocês soubessem o que elas andam falando por ai. Horrores ao nosso respeito.
O pior é que elas estão cobertas de razão como umas Marias Antonietas cobertas de longos e impenetráveis vestidos.
Caros, estamos sendo tachados simplesmente de frouxos, medrosos, ensaios de macho, rascunhos de homens, além de tolos, como quase sempre somos, uns Joões Sorrisões, como esse boneca panaca dos gols da rodada.
Prestem atenção, amigos, faz sentido o que elas dizem. A maioria de nós anda correndo delas diante do menor sinal de vínculo, diante da menor intimidade, logo após a primeira ou segunda manhã de sexo. O que é isso companheiros? Fugir à melhor das lutas?
Nem vou falar na clássica falta de educação do dia seguinte. Aí já é nosso paleolítico, história datada. Como sim um lacônico SMS - “noite linda,gracias!”- fosse nos tirar pedaço. Francamente, hombres.
Delicadeza, macho,  não custa nada, não terá nem mesmo que roubar ou quebrar teu infantil porquinho de economias.
Amigos, estamos errados quando pensamos que elas querem urgentemente nos levar ao altar ou juntar os trapos urgentemente. Nos enganamos. Erramos feio. Em muitas vezes, elas querem apenas o que nós também queremos: uma bela noitada!
Por que praticamente exigimos uma segunda chance apenas quando falhamos, quando brochamos, algo demasiadamente humano? Ah, eis o ego do macho, o macho ferido por não ter sido o garanhão que se imagina na cama.
Sim, muitas querem um bom relacionamento, uma história com firmes laços afetivos. Primeiro que esse desejo é legítimo, lindo, está longe de ser um crime, e além do mais pode ser ótimo para todos nós.
Enquanto permanecermos com esse medinho de homem, nesse eterno e repetido “estou confuso” –“eu tô CAFUSO”, como dizia Didi Mocó!-, a vida passa e perdemos mil oportunidades de viver, no mínimo, bons momentos do gozo e da felicidade de varejo possível. Afinal de contas para que estamos sobre a terra, apenas para morrer de trabalhar e enfartar com a final do campeonato?
Amigos, mulher não é pra medo, é para nos dar o melhor da existência. Nada melhor do que a lição franciscana do “é dando que se recebe”, como cai bem nessa hora.
Amigos, até sexo pra valer, aquele de arrepiar, só vem com a intimidade, os segredos da alcova, as pornodevoções,  o desejo forte que impede até o ato que mais odiamos, a velha brochada da qual tratamos aí acima.
Caros, esqueçamos até mesmo o temor de decepcioná-las, no caso dos exemplares mais generosos do nosso clube.
Não há decepção maior no mundo do que a nossa covardia em fugir do que poderia representar os bons momentos da felicidade possível, repito, não a felicidade utópica, que é bem polêmica, mas a felicidade que escapa covardemente entre nossos dedos a toda hora.
Acordemos, amigos homens!
Rapazes, o amor acaba, o amor acaba em qualquer esquina, de qualquer estação, depois do teatro, a qualquer momento, como dizia Paulo Mendes Campos, mas ter medo de enfrentá-lo é ir desta para a outra mascando o jiló do desprazer e da falta de apetite na vida.
Falta de vergonha na cara e de se permitir ser chamado de homem para valer e de verdade.
Escrito por Xico Sá às 21h45"

terça-feira, 7 de junho de 2011

nove dias

*play na música ali embaixo...


"Se faltar carinho, ninho
Se tiver insônia, sonha
Se faltar a paz
Se faltar a paz, Minas Gerais"


hoje, mais uma vez, o shuffle do iPod entendeu o que eu precisava ouvir.
sabia que seria um dia super carregado, mas acordei com minha cachorra fazendo barulho de madruga e quase que não durmo depois. começei a pensar na falta que faz um carinho. tive insônia, tentei sonhar. chorei. tá faltando a paz, tá faltando Minas Gerais.

"Se encontrar algum destino
Para solidão tamanha
Se faltar a paz
Se faltar a paz, Minas Gerais"


o que fazer quando bate uma solidão assim? quando as coisas perdem um poquinho da graça, mas nada de espacinho na agenda? nada de conseguir abstrair, de conseguir não atropelar as coisas. não que o problema seja o lugar: solidão acompanha seja lá onde for. mas tá faltando a paz, tá faltando Minas Gerais.

"Se você ficar sozinho
Pega a solidão e dança
Se faltar a paz
Se faltar a paz, Minas Gerais"


pegar a solidão e dançar. a dança da solidão: danço eu dança você, já diriam outros. mas e se ela pisa no meu pé? se essa maldita dessa solidão consegue me colocar pra baixo? como que levanta, como que muda isso? tá faltando a paz, tá faltando Minas Gerais.

se tiver vontade chama? não, melhor não
desaparecer no vento? era tudo o que eu queria agora: dar um nó na imensidão do tempo, pular pra quinta que vem. e por que? porque, entre outras coisas, tá faltando a paz, tá faltando Minas Gerais.



ps.: música do último CD do Marcelo camelo, composta em parceria com o Dahmer, do www.malvados.com.br



sábado, 4 de junho de 2011

Bala de canela, bolo de ameixa

Essa semana, muito por acaso, achei minha bala preferida num restaurante simplesinho que fui almoçar. Aquelas balinhas redondas de canela, que se deixar fere o céu da boca pela acidez e pela compulsão de comer. Fiquei feliz até.

Num meio de tpm, passei a semana numa insegurança danada, com uma baita sensação de abandono. Vindos de vários lados, de várias pessoas queridas.

Ruim ter impressão que um relacionamento de um tempão tá se desfazendo. Talvez por carinho mútuo demais, talvez por cada querer viver demais seu tempo, suas novidades. Talvez por falta de comunicação, e não falta de amor. Existe amor na amizade, muito. Ruim demais ter vontade de correr, de dar um tempo nisso, mas não ter pra onde. Onde? Como falar as coisas que estão por dizer? Como desabafar sem estragar a convivência? Ainda mais sem sentir receptividade do outro lado. Plano B? Não existe. É essa a cena, é esse o palco, somos nós os atores. Uma bala de canela podia resolver a questão.

Um outro lado foi a falta de cafuné, o fim de semana de estudos, sem sair de casa. Vontade de ser  irresponsável, de sair correndo, largar as pendências (dos dois) e aninhar no colo. Deu insegurança de fazer isso, de ligar, de mandar mensagem. Conversinha morna e só. Deixa esse bolo de ameixa, vai? Me ajuda a sonhar.


segunda-feira, 16 de maio de 2011

Bendição


Tem hora que amar parece uma maldição. Bom ver que não: é uma "bendição", ou uma benção. 

Uma benção. 

Uma benção conseguir amar, doar, entregar. Sentir isso, passar por isso. Uma "bendição" ver que no fim, o carinho fica. Conseguir amar é sim uma benção.

Uma benção amar.

É uma benção ver que não foi em vão. Que sim, vai passar, bola pra frente, a vida é curta demais pra chorar. Alguém que te foi especial não precisa deixar de ser. O carinho é bom, a saudade é boa. Mas a vida é outra. É uma benção amar.

Tive um Pedro uma vez. Por alguns anos, era ele. Um dia, não mais que de repente, descobri que sim: ele é especial. Sempre será. O lugar dele no meu coração (ou na vida, ou seja lá no que for...) é dele e é só dele. Amo ele. Nunca vou deixar de amar. Nunca vou gostar de uma namorada dele. Nunca gostei de ver ele com outra. Acho que nunca vou gostar. Meu Pedro, nossa história. História que nunca vai mudar, que é nossa. Ou é minha, eu inventei essa história nossa pra mim. História que, nesse caso, não necessariamente teve um fim definitivo. Confuso, confuso demais. Foi muito amor, é muito carinho. É nosso.

Fiquei tão feliz em ver que uma minha/nossa história começou a se desenhar hoje. Sim, você é especial. E será. Seu lugar é seu, meu amor foi seu. Nada e ninguém muda isso. Seu carinho é seu. A vida tem andado, tem me trazido lindas novidades. Sou muito grata por isso. Mas isso não tira o lugar de ninguém. Não tira a felicidade de te ver, de dançar com você, de pisar no seu pé, de errar o passo. Isso é seu. Se ainda existir um "nós", isso é nosso. É, pelo menos, meu por você. Meu pra você.

Cheguei em casa feliz hoje. Chorei sim, mas de feliz. Pela noite ótima, pelas amigas ótimas e lindas, pelas fotos conceituias, pela diversão, por dançar um forró com discussão sobre economia global (surreal!!). E por tudo mais. Por estar aqui, talvez. Só por isso.

Amo? Sim. Difícil deixar de amar. Quero que o amor fique na medida saudável.

Mas agora eu vou. Vai? Vou dizer:

"Que eu não sou ninguém de ir
Em conversa de esquecer
A tristeza de um amor
Que passou
Não!
Eu só vou se for pra ver
Uma estrela aparecer
Na manhã de um novo amor..."








quarta-feira, 20 de abril de 2011

a dor e a delícia

Hoje vi balões. Balões, da volta ao mundo em 80 dias. Dava pra ver o foguinho pra levanta-lo e tudo mais. Tentei tirar fotos, todas ficaram parecendo balõezinhos de plástico. Descobri que quero um dia dar uma volta de balão. Lindos.



Enfim: coisas de Brasília. O que eu sinto morando aqui é muito desconexo. Sim, pessoas não se encontram por acaso na rua. Sim, em geral, todo mundo tá dentro de um grupo de amizade relativamente fechado, e pra você ter amigos, dá seu jeito de entrar em um. Não tem bairro, não tem centro. Tem quadra, comercial, quatrocentas & duzentas, trezentos & centos. Mas voltar pra casa a noite e passar pela Esplanada dos Ministérios iluminada é lindo. Dá até pra esquecer um pouquinho o que acontece por ali. Ver de longe, a noite, o Palácio do Planalto iluminado é maravilhoso. Passar pela catedral e outras Niemeryses (ou Luciocostices) emociona. Dentro de toda sua estranheza, Brasília é linda. Quase uma junkie gente boa: legal de conversar, encontrar e sair de vez em quando, por um tempo. O convívio pode acabar sendo maravilhoso, ou uma merda completa. Mas, impressionantemente, nunca deixa de ser linda, peculiar, única.

Dá até uma certa esperança. Em tudo.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

montanha russa

ontem foi um dia bom. boas aulas, bons livros, cabeça boa, boa conversa, boa música, boa pizza, boa noite para o pai de passagem pela cidade. voltei pra casa sorrindo, sozinha. só por rir, por estar bem, por estar feliz.

hoje o dia começou bem. minha bolsa saiu! até que, não mais que de repente, volta tudo. ouvir dizer que, no dia seguinte da conversa, ele estava com outra pessoa... 

...

pôxa!!!!
lembrei de uma música que diz: "Eu quero ver você dançar/Em cima de uma faca molhada de sangue/Enfiada no meu coração". sensação foi essa. ok, extremamente dramático, exagerado, mas quem controla essas coisas? é um misto de raiva, decepção, tristeza, confusão, fraqueza, falta de respeito, de carinho. sensação de que eu não conheço nem um pouco o cara que tava do meu lado, sensação de que nunca houve dúvida mesmo. sensação de que sim, ele não tá nem aí esse tempo todo, sim, eu tô sofrendo sozinha por algo que só teve valor pra mim. sentindo tudo como muito superável: tanto faz se não tem mais ela, são tantas por aí. sensação de ser só mais uma. sensação de ter me esforçado em vão, de ter me importado me vão, me entregado em vão, sem ser recíproco. isso tudo misturado, sobe de um jeito, bate ali na falta de amor próprio e acaba saindo como uma frase idiota no msn dele. 

putz, o que que eu fiz? o que eu tenho a ver com isso? mais cedo ou mais tarde, de um dos lados, isso ia acontecer, né? mas pôxa... já? fácil assim? será que só é difícil pra mim? de uma certa forma, é um luto... cadê o cuidado? ao invés disso,  sinto é indiferença.

vergonha de me sentir assim. é certo sentir vergonha de um sentimento?

se faz diferença se é verdade ou não? faz, faz sim. se é isso que tá mais me incomodando? não. tá me incomodando o tanto que isso me afetou. o jeito imbecil que eu reagi, o tanto que o sangue esquentou, o tanto de besteira que veio na minha cabeça, o tanto que isso mexeu comigo. 

não julgo quem contou pra quem que contou pra quem que contou pra mim, não é esse o ponto. tudo isso que passa pela minha cabeça é verdade? não sei, provavelmente não, e não é esse o objetivo. tô aqui contando meu lado. como diz ali em cima: coisas que passam pela minha cabeça. verdade ou não, certas ou não, passam. isso não tem como evitar, isso não dá pra repreender. tem como evitar escrever? sim. eu quero? não, tem me feito bem. detesto guardar coisas, detesto deixar algo por falar. 

falar pra quem? 

pra mim







.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Felicidade Interna Bruta

Hoje na aula, um dos temas discutidos foi como medir o desenvolvimento de um país, estado ou município. Alguns índices foram expostos, como PIB, IDH. Uma colega citou o FIB - Felicidade Interna Bruta. Simplificando enormemente, ele "mede" o grau de satisfação de uma pessoa em alguns aspectos da vida (Corpo, Bolso, Mente e Mundo) e faz uma média, que será o seu FIB

Hoje, meu FIB foi "satisfatório": 59 pontos. Grande parte dos pontos no item "mundo". Fiz uma simulação de como responderia um mês atrás, meu resultado foi "feliz": 64 pontos, sendo "mente" e "mundo" os maiores, porem melhor distribuído entre os itens. 

Isso quer dizer que sou uma pessoa mais triste? Até que ponto certas decisões são corretas? 

Por três vezes, tive que optar entre seguir um caminho que se desenhava como profissionalmente promissor ou ficar e seguir o coração. Da primeira vez, ainda na graduação, a escolha era entre o cara mais divertido que já conheci e o estágio dos meus sonhos, em outra cidade, a 840 km de distância. Estágio venceu, sofri demais. Sofri, mas consegui terminar a faculdade em uma das universidades mais conceituadas do país, vi meu conhecimento crescendo sendo e aplicado no que eu sempre sonhei em trabalhar, conheci e reencontrei pessoas muito especiais. Até conhecer outro rapaz e começar a namorar. Tudo estava lindo denovo. Formei e recebi uma proposta de emprego, do lugar onde fazia estágio: em uma outra cidade, dessa vez a 1.100 km de distância. O emprego dos meus sonhos ou o namorado que me passava segurança, estabilidade? O emprego dos meus sonhos. Esse fim foi sofrido, difícil, complicado. Sofri, descobri muita coisa sobre mim, passei 18 meses muito solitários. Conheci lugares maravilhosos, que jamais teria outra chance de conhecer, adquiri uma bagagem profissional imensa e uma certeza da minha vocação, do que eu gosto de fazer. Dois anos e meio se passaram. Já morando na minha cidade natal outra vez, conheci o cara mais legal de todos. Inteligente, interessado, engraçado, carinhoso. Mesmo sabendo da grande chance de uma mudança em vista, começamos a namorar. Duas semanas atrás (três meses depois) e a 860 km de distância, a opção pelo mestrado dos sonhos pesou e o namoro com o rapaz que me fazia feliz terminou. Tô sofrendo. Daí o motivo da queda do meu FIB.

Outro dia numa palestra, ouvi que entendendo o passado podemos planejar um futuro melhor. Olhando o passado, não me arrependo das decisões que tomei, de forma alguma. Impossível dizer o que poderia ter acontecido, caso a opção tivesse sido outra em algum dos casos. Mas tenho orgulho das minhas decisões até hoje, tenho orgulho dos caminhos que tenho traçado. Espero, e logo, poder ver isso acontecendo de novo. Mas espero também que esta escolha sempre pelo profissional não aparente uma falta de vontade de fazer o restante dar certo: eu quero, eu anseio por isso. Em todos os casos, em todas as vezes que fui embora, lutei pra que desse certo, mesmo de longe. Sempre achei que o amor que eu tinha ia dar conta. E dava. Sempre senti um medo, uma incerteza e, em um dos casos, uma enlouquecida completa da outra parte. Lutei até ver que não adiantava mais lutar. Batalha perdida mesmo. Acho que ainda não consegui conceber esta última batalha como totalmente perdida, mas tenho respirado muito, pensado muito. Focalizado que o que vai me colocar pra frente agora é pensar nas coisas que eu preciso: minhas leituras, meus trabalhos, meu projeto de dissertação, minha vida nova em outra cidade.


Tô catando os pedacinhos e trançando o meu. 


.

domingo, 10 de abril de 2011

desfazer nós

Como sempre, adorei te ver
Adorei te abraçar
Adorei colocar o meu ponto final

Fica o carinho, a admiração, a amizade
Ficam muitas outras coisas que não cabem aqui
Fica um papelzinho misterioso escondido
A situação nova é estranha mesmo
Mas a gente acostuma, a gente molda ela

Some não. Só ia dificultar tudo

Boa noite, chuchu. Boa noite e tchau


"A vida é desfazer nós

Nós de nós mesmos
A linha da vida fica maior
Se você consegue tirar o nó
A vida é desfazer nós
e os motivos de fazê-los
ninguém pode desfazer por nós
ninguém pode impedir os nós"





.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Desencontro

Acho que desta vez a lição é voltada pra entrega. 

Pode ser o cara mais legal que você já conheceu, ainda assim é preciso cuidado. Cuidado com a expectativa, com o que se deposita naquilo ali. Pode ser o cara com a família mais querida que você já conheceu. Cuidado com o envolvimento, com as projeções que você faz a partir dali.

Cuidado com o tanto que se entrega, com a parcela da sua felicidade que você coloca na mão de outra pessoa, sem ter segurança pra isso. Alguém que não pode/quer receber esse amor. Em muito pouco tempo, entendi tudo do jeito errado, dei mais amor do que devia, mais do que eu dava conta. Confiei que era recíproco. Erro meu? Capaz de ser... mas olhando pra trás, não me imagino fazendo muita coisa diferente. 




domingo, 27 de março de 2011

smile

É, é verdade mesmo. Ficha caindo, abraço negado. EU precisava disso, precisava dar tchau. Muito a contragosto, mas precisava. Pode ter conversa, pode ter o que for, mas as coisas NUNCA vão ser como eram. Precisava dar tchau a isso, precisava despedir disso. Saí de casa achando que ele voltava comigo, voltei sem ele e sabendo que ele não volta mais. E tô indo embora sem poder dar tchau a isso. 

Quase certa de que a dúvida dele já é uma certeza: não me quer mesmo. Dúvida foi um jeito cuidadoso de me falar isso. 

E assim, sem aviso, de repente, desabou, tudo de novo. Assim perdi meu chão de novo, assim voltei a me questionar se existe algo que valha isso tudo que vem depois. Assim estou tendo que me conformar na minha inabilidade manter um relacionamento, impossibilidade de achar alguém que goste de mim, de verdade. Foda que eu não quero qualquer alguém, quero um alguém. 

Quero ir embora dessa casa, ir embora dessa cidade, quero deixar esse tanto de lembrança pra trás. Antes de tudo, quero querer desligar disso. Quero força, quero luz. Lembrar que já passei por isso:
Bom, no fim das contas a dor não passou. Mas ela me faz pensar nos rumos malucos que a vida toma de vez em quando... me fez reavaliar minhas decisões, minhas palavras, minhas atitudes, meus valores. Me fez sentir sem chão, sem rumo, sem horizonte, sozinha. Ela me fez chorar, travar os dentes, querer vomitar, querer sumir, querer ter aula. Ela me fez ler poesia, me fez escrever de novo. Depois me fez chorar de novo. E reler todos poemas que poetas tão poetas deixaram para mim. E depois ela (a dor), me fez entender que é assim que tem que ser. Igual àquele amor antigo lá de baixo: "tanto mais antigo quanto mais amor". Ela me falou também que não irá embora de repente: que vai me ajudar a encontrar meu chão, meu rumo. Que vai me obrigar a passar por um processo lento, difícil e talvez até solitário. Mas ela, a dor, me prometeu que, no fim disso tudo eu vou estar forte, consolidada e feliz. De novo. Até a próxima vez que eu conhecer alguém, me apaixonar perdidamente. E sofrer. De novo.

"I'm all right I've been lonely before"


.