Devaneios Etílicos
a idéia é ser um lugar pra escrever algumas das coisinhas que passam na minha cabeça. antes, uns anos atrás, eu fazia isso num caderno que eu acabei perdendo num ônibus em BH. aqui eu não perco! pelo menos em tese...
terça-feira, 13 de março de 2012
às vezes é um instante
a sombra do futuro, a sobra do passado, o assombro que isso tudo tem causado. a saudade de um tempo que ainda não passou, a espera pelo que vem. o caos no pensamento. pessoas queridas que se afastam. todas ao mesmo tempo. me deixam sem entender, não querem conversar. mais uma vez: dói. fica um sentimento de ser descartável na vida das pessoas, e sem entender o porque.
simples assim: tchau, some, vaza.
o que buscar?
a paz na solidão, talvez.
mas e a saudade, como que faz com ela?
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Crazy train
Tem hora que mesmo exausta, deitada na cama, da vontade de ficar acordada. E tentar achar explicação de algumas coisas. Achar motivos de algumas coisas.
Me vence sono, por favor.
Me vence sono, por favor.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Suspiro
Devaneio, coisa que anda muito comum pra mim. A cabeça vai tão longe que não tem sido difícil focar no que é necessário. Cada dia é uma desculpa pra acordar tarde, pra correr atras de outras coisas. Talvez assim esteja sendo na minha vida a muito tempo... Ontem, pensando numa remota possibilidade de mais uma virada maluca na minha vida, me peguei pensando: 'ok ir embora daqui, fico mais tempo sozinha mesmo!'. Acho que enfim entendi o que um amigo me disse uns três anos atras, que onde quer que eu fosse, a solidão que eu sentia ali ia me seguir, que a solidão estava em mim, e não na cidade em que morava, no estranhamento que sentia ali. Não acho que o homem é a ilha. A cabeça é a ilha (da-lhe Dahmer). Ou os dois são a mesma coisa.
Uma paixonite platônica, já que de perto me sinto uma ilha. Uma necessidade de expressar sentimentos por diversas formas. Uma dificuldade de escrever, dificuldade de expressar, dificuldade de colocar em pratica as coisas da vida que têm que andar. Difícil (de uma forma, até bom de saber) quando todos te acham uma pessoa alegre, e existe uma cobrança em estar bem, feliz, rindo, fazendo piada. Ou pior: quando consigo desabafar e a pessoa que escuta, por nunca ter te ouvido desabafar, nunca mais te liga, some. Todo mundo quer amigos felizes, né? Mas isso é amizade mesmo? Sem motivo, sem porque.
Por que sim, por que é.
Pode ser a proximidade dos 30 anos, a saudade do cachorrinho sumido, o medo (forte) de não dar conta do que foi proposto pra esse ano, o medo de ficar sozinha. Usando demais o termo 'medo', vai ver é isso. Ou, como disse uma amiga: o bom dos 30 é que, por mais que você não saiba o que quer, você sabe bem o que não quer. Assusta saber bem o que eu não quero em alguns aspectos da minha vida, e ver que isso é exatamente o que aparece em volta. É fácil fazer as malas e mudar, sempre tenho mil motivos pra cada mudança. Hoje, me pergunto se estou indo atras de alguma coisa ou do que estou fugindo. Talvez esteja só fugindo de mim. E essas ultimas semanas, passadas muito sozinha, esteja começando a encarar que algo perturba. Ainda não sei o que é, mas tem algo ali.
Ali não, aqui: aqui dentro.
sábado, 15 de outubro de 2011
solidão apavora
dá medo ficar sozinho. passa tudo que é coisa pela cabeça. mas o medo parece um pouco fome: vem forte, depois passa. daí vem a paz. hoje passei o dia sozinha, tranquilamente sozinha. saiu muita coisa boa: muita conclusão boa, muita constatação boa. transformar isso tudo em movimento é o próximo passo: mover, agir, colocar o meu mundo pra girar. pensar mais em mim, cuidar mais de mim. tem isso: minha solidão traz um egoismozinho. não egoísmo, mas aquela horinha de te colocar no centro. afinal, você é sim o centro da sua vida.
de uma sexta derrotista pra um sábado reflexivo, vi que algumas coisas têm sim salvação. vi que não sou tão fraca quanto sempre acho que sou, que não preciso fugir tanto das dúvidas: encara, resolve. que cresci sim nos últimos tempos, mas que não tenho mostrado isso muito. o lado moleca anda tão aflorado que me faz esquecer que eu não sou só isso. na beiradinha dos 30, ainda não consigo me ver como mulher. uma menina. mas já tem uma estradinha aqui atrás pra embasar a mulher. pode ainda não ter minha família humana (só a canina), mas tem mudanças, tem coragem, tem amizades, carinho, dedicação. falta recolocar alguns desses elementos de novo na vivência, mas eles tão aqui dentro. eu já vi. mas ainda me falta o que eu não vi, o novo. criar, pesquisar, ler, ter idéias! isso anda gerando a angustia da vez. bola pra frente e firmeza no decote.
da solidão veio a paz. em boa hora. que ela traga a luz e o movimento.
e que traga mais música, mais alegria. que deixe a solidão lá fora. tomando chuva.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
hey dude
Nunca culpo a cerveja (ou o mojito, ou seja lá o que for) por nada que acontece ou nada que eu faço. Hoje me vi criando expectativa, uma pequena expectativa - é verdade, pra algo que jurei nunca esperar nada. Talvez não expectativa, mas vontade de sair de casa e ver que criei uma dependência de companhia. Putz, é essa a exata hora que bate a questão: o que eu tô fazendo aqui? Pra quê ficar longe de casa, pra quê inventar moda e acabar tomando minha(s) stella artois sozinha em casa vendo jogo merda da seleção Brasileira? Quero rua quero ver gente. Quero amigos pra estar junto.
Pensando bem, por um lado consegui um objetivo: criei uma expectativa em cima da amizade, não em cima de qualquer outra coisa. Fico muito feliz por isso. Mas esperei sim: uma resposta pelo menos. Mas tudo pode ter se confundido, tudo pode ter sido entendido errado, tudo pode ter acabado sendo interpretado como uma faisquinha de um sentimento que não existe. Não existe pois estou cuidando muito para ele não existir. Acho que tô conseguindo. Acho não, estou: não tá doendo, não tem choro. Apesar da TPM, não tem choro.
Tem uma constatação: body moving. The movement you need is on your shoulder.
Só depende de mim.
Sempre.
Sempre.
Hora de ir atrás da minha alma nova. Hora de achar o que me faz feliz.
Achar quem me faz feliz.
Sempre é hora disso.
Sempre.
Achar quem me faz feliz.
Sempre é hora disso.
Sempre.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
alguém me avisou pra pisar nesse chão devagarinho
tenho me sentido um pouco igual a uma música do Legião Urbana: parece TPM, mas é só tristeza. Pode ser inferno astral. Acho que são lágrimas e tormentos. Vai saber?
vontade agora? de não ter que ver mr. pink e mr. white nunca mais na vida, de saber que mr.brown arranjou uma namorada e tá mais longe do que achei que estava. vontade de conhecer o mr. blonde e parar de ficar com ciúminho desses amigos. porque sim: sempre viram amigos e eu sempre passo mal sofro por isso. sempre sofro um pouquinho com isso, sempre vejo eles apaixonados por outras moças lindas. chega né? e eles não tem nada com isso: é piração minha. minha e da Marisa Monte, que gravou no 'Universo ao meu Redor' todas as músicas que eu queria cantar agora. tem hora que enche o saco de sempre estar aí pras pessoas e elas nunca estarem aí pra você. pronto, parei com isso: cada um na sua, por favor.
mas tá faltando um pouquinho de paz. tá faltando não ter que fazer força pra sair, pra encontrar amigos. mas quem mandou mudar tanto? quem mandou não se contentar a ficar quieta em Minas? lá é tudo tão mais fácil... já existem os laços, já existe o carinho, já existem amizades leves. a gente é amigo e pronto: vou fazer alguma coisa, vamos? assim: sem força a gente tá junto, rindo, alegre. sofre junto também. lá existe mais laços. talvez aqui sejam mais nós. lá existe o cuidado quando alguém precisa de uma mão. existe meu quarto, existe minha cama, existe colinho de vó... existe uma outra vida que de vez em quando faz uma falta TÃO GRANDE! Falta que me faz repensar decisões, reavaliar possibilidades: será que eu aguento mesmo? mais 5 anos longe? mais 5 anos sem minha raiz? eu consigo fincar uma nova? eu quero isso?
é, sei que tô reclamando demais... tem pesado saber que em mais 1 ano terei 30 anos. penso se conquistei o bastante. penso se não sou acomodada, se não tenho feito tudo errado.
a dor é minha dor, não é de mais ninguém.
ou como diria minha amiga Camila citando um terceiro (Caio F.): "acontece que eu ainda sou babaca, pateta e ridícula o suficiente para estar procurando O verdadeiro amor"
vontade agora? de não ter que ver mr. pink e mr. white nunca mais na vida, de saber que mr.brown arranjou uma namorada e tá mais longe do que achei que estava. vontade de conhecer o mr. blonde e parar de ficar com ciúminho desses amigos. porque sim: sempre viram amigos e eu sempre passo mal sofro por isso. sempre sofro um pouquinho com isso, sempre vejo eles apaixonados por outras moças lindas. chega né? e eles não tem nada com isso: é piração minha. minha e da Marisa Monte, que gravou no 'Universo ao meu Redor' todas as músicas que eu queria cantar agora. tem hora que enche o saco de sempre estar aí pras pessoas e elas nunca estarem aí pra você. pronto, parei com isso: cada um na sua, por favor.
mas tá faltando um pouquinho de paz. tá faltando não ter que fazer força pra sair, pra encontrar amigos. mas quem mandou mudar tanto? quem mandou não se contentar a ficar quieta em Minas? lá é tudo tão mais fácil... já existem os laços, já existe o carinho, já existem amizades leves. a gente é amigo e pronto: vou fazer alguma coisa, vamos? assim: sem força a gente tá junto, rindo, alegre. sofre junto também. lá existe mais laços. talvez aqui sejam mais nós. lá existe o cuidado quando alguém precisa de uma mão. existe meu quarto, existe minha cama, existe colinho de vó... existe uma outra vida que de vez em quando faz uma falta TÃO GRANDE! Falta que me faz repensar decisões, reavaliar possibilidades: será que eu aguento mesmo? mais 5 anos longe? mais 5 anos sem minha raiz? eu consigo fincar uma nova? eu quero isso?
deus me dá uma luz por favor?!?!?! ou jung: me ajuda denovo!!!!
é, sei que tô reclamando demais... tem pesado saber que em mais 1 ano terei 30 anos. penso se conquistei o bastante. penso se não sou acomodada, se não tenho feito tudo errado.
a dor é minha dor, não é de mais ninguém.
ou como diria minha amiga Camila citando um terceiro (Caio F.): "acontece que eu ainda sou babaca, pateta e ridícula o suficiente para estar procurando O verdadeiro amor"
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
se você gostar de mim
maluco isso, ver isso outra vez. uma batalha pra conseguir pensar nele como amigo e de repente, um tanto de sinal aparece. não que sinal seja algo concreto, em que eu possa confiar. mas vi vários lá. o jeitim de falar, de encostar pra conversar... ai meu deus, faz isso denovo comigo não! é um amigo querido, e só! um lindo, quentinho, carinhoso, inteligente, acolhedor amigo querido. e só.
alguém me arranja uma vacina pro amor, faz favor. e uma outra dose extra. pra viagem.
alguém me arranja uma vacina pro amor, faz favor. e uma outra dose extra. pra viagem.
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