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terça-feira, 9 de julho de 2013

eu sei que é assim

Tarefa difícil hoje em dia gostar de alguém, né? Não tô tratando do tal do amor romântico. Gostar de ter por perto, gostar da companhia. Adoro conhecer pessoas que tem a ver comigo, dividir coisas legais com elas. Mas sinto que a entrega é cada vez mais e mais difícil, mais e mais custosa.
Me parte o coração ver alguém que eu gosto se afastar. Me parte o coração não saber o que fazer pra algumas pessoas ficarem. Se é que se pode fazer algo. Talvez a vida seja isso mesmo, né? Saber deixar ir embora. Descobrir aos poucos quem veio pra ficar, ou que importância cada um vai ter na sua vida.
Amo algumas pessoas muito profundamente. Me entrego e me dedico às amizades que me cativam. E sofro, mesmo, se acho que estou perdendo. Sofro quando não consigo conversar, sofro por ficar com um tanto de coisa entalada sem conseguir falar. Sofro por me sentir sempre pisando em ovos. Ando muito cansada de sofrer também. Cansa.
Gostar de alguém devia ser mais fácil que isso. Devia ser mais natural.
Desculpem o post Querido diário, desculpem o desabafo. Essa música que fez isso tudo vir à tona.
Sim, essa mesma, nessa versão.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Sabe?


Sabe quando você não importa com nada, só se sente feliz? Quando um quartinho de hotel muito, mas muito silmplesinho vira seu lugar preferido no mundo? Quando o frio na barriga de chegar num outro país sem saber ao certo se ele te espera, passa? Sabe quando a duvida de ter resolvido uma viagem internacional em menos de uma semana acaba? Quando o medinho de como vai ser some, e tudo fica fácil e leve? Quando as coisas fluem?

Sabe quando, só de olhar aqui pro lado e ver ele ali no balcão, sentado nesse café, me faz abrir um sorriso? Sorriso que parece ter grudado em mim...

Pois é, isso tudo é meio inexplicável, é completamente feliz.

Isso tudo é verdade.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

chama



Acho que foi um dia que me peguei procurando seu rosto numa sala de embarque lotada. Sexta-feira fim do dia, quando o mundo resolve viajar. Eu olhava pra todos os lados, esperando ser surpreendida pelos seus olhos. Olhos que deviam estar aonde? Panamá? Colômbia? Com certeza, não ali. Olhos que, quando você me perguntou na praia, eu não consegui definir a cor. Azul, diria agora, mais de mês depois.

Percebi que te procurava ali sem pensar. Talvez por nossa despedida ter uma sala de embarque como palco. E por você ter me acompanhado com os olhos até eu sumir naquele corredor que suga a gente pra dentro do avião. Eu que tento parecer forte em despedidas, não conseguia parar de olhar pra você. Não sabia - e ainda não sei - se aquela seria a ultima vez que eu ia olhar pra você. Quis aproveitar até o ultimo segundo possível. Quis - e ainda quero - viver cada pedacinho dessa historia maluca. Que começou do jeito que sempre sonhei, se desenrolou do jeito que eu sempre sonhei, se apresentou através de você: um cara do jeito que eu sempre sonhei. Medo de ser obrigada a acordar, de mandarem meu sonho pra Sibéria. 

Voltando pra sala de embarque, vez ou outra, acabava topando o olhar com um desavisado perdido por ali, que me encarava. Não amigo, não é você que eu estou procurando. Não foi você que decidiu passar os últimos dias no país comigo. Não foi você que pegou um avião pra me encontrar, pra me encantar um pouquinho mais. Pra me deixar assim, desarmada, perdida, em duvida. Dentro de toda dificuldade que tenho pra planejar a vida, você foi um fator a mais pra bagunçar tudo. Te ofereço meu amor, meu calor, meu endereço. Aceito seu endereço também, seja lá onde ele for. Como falamos no ônibus, a caminho do aeroporto, nossos caminhos sem rumo podem se cruzar de novo, e a gente pode se esforçar pra isso. Basta querer. E olha, eu quero. Quero pegar um outro vôo, pra onde quer que você esteja, levar minha câmera e tirar fotos suas. Quero te ensinar sobre Vinicius de Moraes, sobre musica brasileira. Quero aprender sobre os países que você morou, as causas pelas quais lutou. Quero aprender espanhol! Quero aprender a te ter por perto. Quero te ensinar a não viver sem mim.

Portanto mi cariño, acho que não vou parar de te procurar por aí. Não vou parar de procurar seus olhos em todas salas de embarque que estiver. Não vou parar de imaginar como vai ser nosso encontro, se num aeroporto, você me esperando no meio daquele aglomerado de gente. Não vou chegar na hora marcada, prometo. Enfim vou achar seus olhos, e você vai achar os meus, como no dia que nos conhecemos. Eu vou largar meu carrinho - ou se só com uma mochila, jogar ela no chão - e correr pra você. O abraço vai ser daqueles longos, cheios de sentimento, cheios de carinho. As pessoas em volta, se é que a gente vai conseguir ver algo em volta, vão parar e olhar pra cena. Quando enfim acabar o abraço, você vai colocar meu rosto no meio das suas mãos (fazendo meu rosto ficar pequenininho no meio das suas mãos enormes!), igual fez na praia. Você vai olhar bem no fundo dos meus olhos, já completamente cheios de água, e vai falar meu nome. 

you made it. yes, I'm here.

E que seja infinito enquanto dure.


segunda-feira, 16 de julho de 2012

stay in the afternoon and left at night

sabe quando fica difícil respirar, e você torce muito pra ser só o tempo seco? 


porque se não o tempo seco, de onde vem essa falta de força, essa dificuldade de achar o ar...






sexta-feira, 22 de junho de 2012

I'm so glad I found you

Sabe quando TUDO acontece exatamente do jeito que você sempre imaginou? Pois é, foi assim...

terça-feira, 13 de março de 2012

às vezes é um instante


a sombra do futuro, a sobra do passado, o assombro que isso tudo tem causado. a saudade de um tempo que ainda não passou, a espera pelo que vem. o caos no pensamento. pessoas queridas que se afastam. todas ao mesmo tempo. me deixam sem entender, não querem conversar. mais uma vez: dói. fica um sentimento de ser descartável na vida das pessoas, e sem entender o porque. 


simples assim: tchau, some, vaza.


o que buscar?


a paz na solidão, talvez.


mas e a saudade, como que faz com ela?



terça-feira, 11 de outubro de 2011

hey dude



Nunca culpo a cerveja (ou o mojito, ou seja lá o que for) por nada que acontece ou nada que eu faço. Hoje me vi criando expectativa, uma pequena expectativa - é verdade, pra algo que jurei nunca esperar nada. Talvez não expectativa, mas vontade de sair de casa e ver que criei uma dependência de companhia. Putz, é essa a exata hora que bate a questão: o que eu tô fazendo aqui? Pra quê ficar longe de casa, pra quê inventar moda e acabar tomando minha(s) stella artois sozinha em casa vendo jogo merda da seleção Brasileira? Quero rua quero ver gente. Quero amigos pra estar junto. 

Pensando bem, por um lado consegui um objetivo: criei uma expectativa em cima da amizade, não em cima de qualquer outra coisa. Fico muito feliz por isso. Mas esperei sim: uma resposta pelo menos. Mas tudo pode ter se confundido, tudo pode ter sido entendido errado, tudo pode ter acabado sendo interpretado como uma faisquinha de um sentimento que não existe. Não existe pois estou cuidando muito para ele não existir. Acho que tô conseguindo. Acho não, estou: não tá doendo, não tem choro. Apesar da TPM, não tem choro. 

Tem uma constatação: body moving. The movement you need is on your shoulder. 

Só depende de mim. 


Sempre.

Hora de ir atrás da minha alma nova. Hora de achar o que me faz feliz.
Achar quem me faz feliz.


Sempre é hora disso.


Sempre.




quinta-feira, 8 de setembro de 2011

alguém me avisou pra pisar nesse chão devagarinho

tenho me sentido um pouco igual a uma música do Legião Urbana: parece TPM, mas é só tristeza. Pode ser inferno astral. Acho que são lágrimas e tormentos. Vai saber?

vontade agora? de não ter que ver mr. pink e mr. white nunca mais na vida, de saber que mr.brown arranjou uma namorada e tá mais longe do que achei que estava. vontade de conhecer o mr. blonde e parar de ficar com ciúminho desses amigos. porque sim: sempre viram amigos e eu sempre passo mal sofro por isso. sempre sofro um pouquinho com isso, sempre vejo eles apaixonados por outras moças lindas. chega né? e eles não tem nada com isso: é piração minha. minha e da Marisa Monte, que gravou no 'Universo ao meu Redor' todas as músicas que eu queria cantar agora. tem hora que enche o saco de sempre estar aí pras pessoas e elas nunca estarem aí pra você. pronto, parei com isso: cada um na sua, por favor.


mas tá faltando um pouquinho de paz. tá faltando não ter que fazer força pra sair, pra encontrar amigos. mas quem mandou mudar tanto? quem mandou não se contentar a ficar quieta em Minas? lá é tudo tão mais fácil... já existem os laços, já existe o carinho, já existem amizades leves. a gente é amigo e pronto: vou fazer alguma coisa, vamos? assim: sem força a gente tá junto, rindo, alegre. sofre junto também. lá existe mais laços. talvez aqui sejam mais nós. lá existe o cuidado quando alguém precisa de uma mão. existe meu quarto, existe minha cama, existe colinho de vó... existe uma outra vida que de vez em quando faz uma falta TÃO GRANDE! Falta que me faz repensar decisões, reavaliar possibilidades: será que eu aguento mesmo? mais 5 anos longe? mais 5 anos sem minha raiz? eu consigo fincar uma nova? eu quero isso?



deus me dá uma luz por favor?!?!?! ou jung: me ajuda denovo!!!!


é, sei que tô reclamando demais... tem pesado saber que em mais 1 ano terei 30 anos. penso se conquistei o bastante. penso se não sou acomodada, se não tenho feito tudo errado. 


a dor é minha dor, não é de mais ninguém.


ou como diria minha amiga Camila citando um terceiro (Caio F.): "acontece que eu ainda sou babaca, pateta e ridícula o suficiente para estar procurando O verdadeiro amor"



terça-feira, 7 de junho de 2011

nove dias

*play na música ali embaixo...


"Se faltar carinho, ninho
Se tiver insônia, sonha
Se faltar a paz
Se faltar a paz, Minas Gerais"


hoje, mais uma vez, o shuffle do iPod entendeu o que eu precisava ouvir.
sabia que seria um dia super carregado, mas acordei com minha cachorra fazendo barulho de madruga e quase que não durmo depois. começei a pensar na falta que faz um carinho. tive insônia, tentei sonhar. chorei. tá faltando a paz, tá faltando Minas Gerais.

"Se encontrar algum destino
Para solidão tamanha
Se faltar a paz
Se faltar a paz, Minas Gerais"


o que fazer quando bate uma solidão assim? quando as coisas perdem um poquinho da graça, mas nada de espacinho na agenda? nada de conseguir abstrair, de conseguir não atropelar as coisas. não que o problema seja o lugar: solidão acompanha seja lá onde for. mas tá faltando a paz, tá faltando Minas Gerais.

"Se você ficar sozinho
Pega a solidão e dança
Se faltar a paz
Se faltar a paz, Minas Gerais"


pegar a solidão e dançar. a dança da solidão: danço eu dança você, já diriam outros. mas e se ela pisa no meu pé? se essa maldita dessa solidão consegue me colocar pra baixo? como que levanta, como que muda isso? tá faltando a paz, tá faltando Minas Gerais.

se tiver vontade chama? não, melhor não
desaparecer no vento? era tudo o que eu queria agora: dar um nó na imensidão do tempo, pular pra quinta que vem. e por que? porque, entre outras coisas, tá faltando a paz, tá faltando Minas Gerais.



ps.: música do último CD do Marcelo camelo, composta em parceria com o Dahmer, do www.malvados.com.br



terça-feira, 12 de abril de 2011

Felicidade Interna Bruta

Hoje na aula, um dos temas discutidos foi como medir o desenvolvimento de um país, estado ou município. Alguns índices foram expostos, como PIB, IDH. Uma colega citou o FIB - Felicidade Interna Bruta. Simplificando enormemente, ele "mede" o grau de satisfação de uma pessoa em alguns aspectos da vida (Corpo, Bolso, Mente e Mundo) e faz uma média, que será o seu FIB

Hoje, meu FIB foi "satisfatório": 59 pontos. Grande parte dos pontos no item "mundo". Fiz uma simulação de como responderia um mês atrás, meu resultado foi "feliz": 64 pontos, sendo "mente" e "mundo" os maiores, porem melhor distribuído entre os itens. 

Isso quer dizer que sou uma pessoa mais triste? Até que ponto certas decisões são corretas? 

Por três vezes, tive que optar entre seguir um caminho que se desenhava como profissionalmente promissor ou ficar e seguir o coração. Da primeira vez, ainda na graduação, a escolha era entre o cara mais divertido que já conheci e o estágio dos meus sonhos, em outra cidade, a 840 km de distância. Estágio venceu, sofri demais. Sofri, mas consegui terminar a faculdade em uma das universidades mais conceituadas do país, vi meu conhecimento crescendo sendo e aplicado no que eu sempre sonhei em trabalhar, conheci e reencontrei pessoas muito especiais. Até conhecer outro rapaz e começar a namorar. Tudo estava lindo denovo. Formei e recebi uma proposta de emprego, do lugar onde fazia estágio: em uma outra cidade, dessa vez a 1.100 km de distância. O emprego dos meus sonhos ou o namorado que me passava segurança, estabilidade? O emprego dos meus sonhos. Esse fim foi sofrido, difícil, complicado. Sofri, descobri muita coisa sobre mim, passei 18 meses muito solitários. Conheci lugares maravilhosos, que jamais teria outra chance de conhecer, adquiri uma bagagem profissional imensa e uma certeza da minha vocação, do que eu gosto de fazer. Dois anos e meio se passaram. Já morando na minha cidade natal outra vez, conheci o cara mais legal de todos. Inteligente, interessado, engraçado, carinhoso. Mesmo sabendo da grande chance de uma mudança em vista, começamos a namorar. Duas semanas atrás (três meses depois) e a 860 km de distância, a opção pelo mestrado dos sonhos pesou e o namoro com o rapaz que me fazia feliz terminou. Tô sofrendo. Daí o motivo da queda do meu FIB.

Outro dia numa palestra, ouvi que entendendo o passado podemos planejar um futuro melhor. Olhando o passado, não me arrependo das decisões que tomei, de forma alguma. Impossível dizer o que poderia ter acontecido, caso a opção tivesse sido outra em algum dos casos. Mas tenho orgulho das minhas decisões até hoje, tenho orgulho dos caminhos que tenho traçado. Espero, e logo, poder ver isso acontecendo de novo. Mas espero também que esta escolha sempre pelo profissional não aparente uma falta de vontade de fazer o restante dar certo: eu quero, eu anseio por isso. Em todos os casos, em todas as vezes que fui embora, lutei pra que desse certo, mesmo de longe. Sempre achei que o amor que eu tinha ia dar conta. E dava. Sempre senti um medo, uma incerteza e, em um dos casos, uma enlouquecida completa da outra parte. Lutei até ver que não adiantava mais lutar. Batalha perdida mesmo. Acho que ainda não consegui conceber esta última batalha como totalmente perdida, mas tenho respirado muito, pensado muito. Focalizado que o que vai me colocar pra frente agora é pensar nas coisas que eu preciso: minhas leituras, meus trabalhos, meu projeto de dissertação, minha vida nova em outra cidade.


Tô catando os pedacinhos e trançando o meu. 


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