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terça-feira, 9 de julho de 2013

eu sei que é assim

Tarefa difícil hoje em dia gostar de alguém, né? Não tô tratando do tal do amor romântico. Gostar de ter por perto, gostar da companhia. Adoro conhecer pessoas que tem a ver comigo, dividir coisas legais com elas. Mas sinto que a entrega é cada vez mais e mais difícil, mais e mais custosa.
Me parte o coração ver alguém que eu gosto se afastar. Me parte o coração não saber o que fazer pra algumas pessoas ficarem. Se é que se pode fazer algo. Talvez a vida seja isso mesmo, né? Saber deixar ir embora. Descobrir aos poucos quem veio pra ficar, ou que importância cada um vai ter na sua vida.
Amo algumas pessoas muito profundamente. Me entrego e me dedico às amizades que me cativam. E sofro, mesmo, se acho que estou perdendo. Sofro quando não consigo conversar, sofro por ficar com um tanto de coisa entalada sem conseguir falar. Sofro por me sentir sempre pisando em ovos. Ando muito cansada de sofrer também. Cansa.
Gostar de alguém devia ser mais fácil que isso. Devia ser mais natural.
Desculpem o post Querido diário, desculpem o desabafo. Essa música que fez isso tudo vir à tona.
Sim, essa mesma, nessa versão.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Crazy train

Tem hora que mesmo exausta, deitada na cama, da vontade de ficar acordada. E tentar achar explicação de algumas coisas. Achar motivos de algumas coisas.

Me vence sono, por favor.

sábado, 15 de outubro de 2011

solidão apavora



dá medo ficar sozinho. passa tudo que é coisa pela cabeça. mas o medo parece um pouco fome: vem forte, depois passa. daí vem a paz. hoje passei o dia sozinha, tranquilamente sozinha. saiu muita coisa boa: muita conclusão boa, muita constatação boa. transformar isso tudo em movimento é o próximo passo: mover, agir, colocar o meu mundo pra girar. pensar mais em mim, cuidar mais de mim. tem isso: minha solidão traz um egoismozinho. não egoísmo, mas aquela horinha de te colocar no centro. afinal, você é sim o centro da sua vida.


de uma sexta derrotista pra um sábado reflexivo, vi que algumas coisas têm sim salvação. vi que não sou tão fraca quanto sempre acho que sou, que não preciso fugir tanto das dúvidas: encara, resolve. que cresci sim nos últimos tempos, mas que não tenho mostrado isso muito. o lado moleca anda tão aflorado que me faz esquecer que eu não sou só isso. na beiradinha dos 30, ainda não consigo me ver como mulher. uma menina. mas já tem uma estradinha aqui atrás pra embasar a mulher. pode ainda não ter minha família humana (só a canina), mas tem mudanças, tem coragem, tem amizades, carinho, dedicação. falta recolocar alguns desses elementos de novo na vivência, mas eles tão aqui dentro. eu já vi. mas ainda me falta o que eu não vi, o novo. criar, pesquisar, ler, ter idéias! isso anda gerando a angustia da vez. bola pra frente e firmeza no decote.

da solidão veio a paz. em boa hora. que ela traga a luz e o movimento.

e que traga mais música, mais alegria. que deixe a solidão lá fora. tomando chuva.







quinta-feira, 8 de setembro de 2011

alguém me avisou pra pisar nesse chão devagarinho

tenho me sentido um pouco igual a uma música do Legião Urbana: parece TPM, mas é só tristeza. Pode ser inferno astral. Acho que são lágrimas e tormentos. Vai saber?

vontade agora? de não ter que ver mr. pink e mr. white nunca mais na vida, de saber que mr.brown arranjou uma namorada e tá mais longe do que achei que estava. vontade de conhecer o mr. blonde e parar de ficar com ciúminho desses amigos. porque sim: sempre viram amigos e eu sempre passo mal sofro por isso. sempre sofro um pouquinho com isso, sempre vejo eles apaixonados por outras moças lindas. chega né? e eles não tem nada com isso: é piração minha. minha e da Marisa Monte, que gravou no 'Universo ao meu Redor' todas as músicas que eu queria cantar agora. tem hora que enche o saco de sempre estar aí pras pessoas e elas nunca estarem aí pra você. pronto, parei com isso: cada um na sua, por favor.


mas tá faltando um pouquinho de paz. tá faltando não ter que fazer força pra sair, pra encontrar amigos. mas quem mandou mudar tanto? quem mandou não se contentar a ficar quieta em Minas? lá é tudo tão mais fácil... já existem os laços, já existe o carinho, já existem amizades leves. a gente é amigo e pronto: vou fazer alguma coisa, vamos? assim: sem força a gente tá junto, rindo, alegre. sofre junto também. lá existe mais laços. talvez aqui sejam mais nós. lá existe o cuidado quando alguém precisa de uma mão. existe meu quarto, existe minha cama, existe colinho de vó... existe uma outra vida que de vez em quando faz uma falta TÃO GRANDE! Falta que me faz repensar decisões, reavaliar possibilidades: será que eu aguento mesmo? mais 5 anos longe? mais 5 anos sem minha raiz? eu consigo fincar uma nova? eu quero isso?



deus me dá uma luz por favor?!?!?! ou jung: me ajuda denovo!!!!


é, sei que tô reclamando demais... tem pesado saber que em mais 1 ano terei 30 anos. penso se conquistei o bastante. penso se não sou acomodada, se não tenho feito tudo errado. 


a dor é minha dor, não é de mais ninguém.


ou como diria minha amiga Camila citando um terceiro (Caio F.): "acontece que eu ainda sou babaca, pateta e ridícula o suficiente para estar procurando O verdadeiro amor"



quarta-feira, 24 de agosto de 2011

se você gostar de mim

maluco isso, ver isso outra vez. uma batalha pra conseguir pensar nele como amigo e de repente, um tanto de sinal aparece. não que sinal seja algo concreto, em que eu possa confiar. mas vi vários lá. o jeitim de falar, de encostar pra conversar... ai meu deus, faz isso denovo comigo não! é um amigo querido, e só! um lindo, quentinho, carinhoso, inteligente, acolhedor amigo querido. e só.


alguém me arranja uma vacina pro amor, faz favor. e uma outra dose extra. pra viagem.



segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Poderosa?

Amor: coisa difícil. Vem e vai. Volta, sem que a gente queira. De repente, tá ele ali te fazendo chorar: na hora que você se acha forte o bastante pra enfrentar o que vier, vem ele (ou uma lembrança do que ele foi) e te desestrutura. Na hora que você já passou por um outro amor, que ajudou e te mostrar o que você busca, vem o amor antigo (a lá Drummond) e te rouba as estruturas. Mais uma vez, tira seu chão. "Vai ser gauche na vida". Não sei o que vou ser. Não sei o que vou enfrentar pra ser o que quero. Não sei se vou encontrar quem me acompanhe para ser o que quero. Mas sei que você não veio me ver: mais uma vez (quatro anos depois), você não me quis. Pelo menos é assim que eu consigo ver. Me ensina a dançar, a te acompanhar? Quer que te acompanhe? Eu quero. Eu ainda te quero. Ainda sinto saudade. Infelizmente, ainda choro por você. Triste, mas me sinto infeliz por te querer. Sim, meu coração chora, a falta de você. Sim, eu não posso enfrentar essa dor, que se chama amor. Dia a dia pouco a pouco, já estou fica do louca... Volta pra mim, vai? É tanto amor aqui pra te dar...mas TANTO AMOR! Recusa não, vai? From me, to you.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

time will change your ways

Por um acaso, tive que comprar passagens de volta na classe executiva: um dia antes de finalizar a compra das passagens pra viagem de ferias com minha família nos EUA, ainda tinha ida e volta econômica. Atrasei pra comprar! Ou pagávamos um pouco mais e eu ia na executiva ou não ia. Ok, a volta, depois de um semestre lotado, fim de semestre corrido e 15 dias batendo perna em ny vai ter de ser nas poltronas grandes. Ok, I can deal with this. Três taças de vinho e um jantar gigante depois, Madleine Peyroux canta "Don't wait too long" no meu ouvido. Engraçado. Nos últimos anos, não tenho conseguido esperar por nada, não tenho conseguido fazer planos. Acho que não tenho deixado muita coisa passar. Como diz na música: "If you think that time will change your ways, don't wait too long". Pra mim, uma virgianiana, foi muito difícil encarar que, por um tempo, a vida seria isso: no plans. Tenho me virado bem e tenho gostado de como as coisas tem seguido. Vejo muitos amigo com uma vida super estável, programada. Inveja? Nãããooo. Fiz questão de excluir essa palavra da minha vida o máximo possível (nem uso o esmalte lindo 'Inveja Boa' pois não gosto do nome). Apenas escolhas diferentes. Ser 'solta' demais tem suas desvantagens, mas são muitas as vantagens também. Tenho o privilegio de poder arcar com minhas escolhas, tenho como viabilizar as coisas que quero. Passo apertos de grana vez ou outra. Mas tenho uma rotina flexível, estudo algo que amo, viajo quando quero. Escolhas. Saber que a qualquer momento tudo pode mudar ajuda a aproveitar bastante cada momento. Não ao máximo. Me acho muito preguiçosa pra dizer que aproveito TUDO ao máximo. Mas aproveito no meu limite. Putz, talvez viver é isso, né? Aproveitar ao máximo, da melhor forma possível o que te aparece, o que você constrói. Deitar na grama, tirar o sapato, ler quadrinhos, tomar banho cachoeira, brincar com os cachorros, passar tempo com a família, falar besteira, cultivar boas amizades, ouvir rock'n'roll, ir ao show do Ozzy. Falar sem medo que gosto disso tudo sim, que um dia vou ter um sabre de luz (ou um abajour de sabre de luz...). Tanta gente tem medo do simples, de falar, de entender o que sente. Uma pena. Amar esmaltes e maquiagens e querer encontrar uma solução pra uma 'sustentabilidade' (entre aspas, pois o termo é controverso demais...) é antagônico? Sei lá... Sei lá por que exemplificar com isso. Exemplo é bobo. Mas a inquietação é real.

Freak show no Central Park

sábado, 4 de junho de 2011

Bala de canela, bolo de ameixa

Essa semana, muito por acaso, achei minha bala preferida num restaurante simplesinho que fui almoçar. Aquelas balinhas redondas de canela, que se deixar fere o céu da boca pela acidez e pela compulsão de comer. Fiquei feliz até.

Num meio de tpm, passei a semana numa insegurança danada, com uma baita sensação de abandono. Vindos de vários lados, de várias pessoas queridas.

Ruim ter impressão que um relacionamento de um tempão tá se desfazendo. Talvez por carinho mútuo demais, talvez por cada querer viver demais seu tempo, suas novidades. Talvez por falta de comunicação, e não falta de amor. Existe amor na amizade, muito. Ruim demais ter vontade de correr, de dar um tempo nisso, mas não ter pra onde. Onde? Como falar as coisas que estão por dizer? Como desabafar sem estragar a convivência? Ainda mais sem sentir receptividade do outro lado. Plano B? Não existe. É essa a cena, é esse o palco, somos nós os atores. Uma bala de canela podia resolver a questão.

Um outro lado foi a falta de cafuné, o fim de semana de estudos, sem sair de casa. Vontade de ser  irresponsável, de sair correndo, largar as pendências (dos dois) e aninhar no colo. Deu insegurança de fazer isso, de ligar, de mandar mensagem. Conversinha morna e só. Deixa esse bolo de ameixa, vai? Me ajuda a sonhar.


segunda-feira, 16 de maio de 2011

Bendição


Tem hora que amar parece uma maldição. Bom ver que não: é uma "bendição", ou uma benção. 

Uma benção. 

Uma benção conseguir amar, doar, entregar. Sentir isso, passar por isso. Uma "bendição" ver que no fim, o carinho fica. Conseguir amar é sim uma benção.

Uma benção amar.

É uma benção ver que não foi em vão. Que sim, vai passar, bola pra frente, a vida é curta demais pra chorar. Alguém que te foi especial não precisa deixar de ser. O carinho é bom, a saudade é boa. Mas a vida é outra. É uma benção amar.

Tive um Pedro uma vez. Por alguns anos, era ele. Um dia, não mais que de repente, descobri que sim: ele é especial. Sempre será. O lugar dele no meu coração (ou na vida, ou seja lá no que for...) é dele e é só dele. Amo ele. Nunca vou deixar de amar. Nunca vou gostar de uma namorada dele. Nunca gostei de ver ele com outra. Acho que nunca vou gostar. Meu Pedro, nossa história. História que nunca vai mudar, que é nossa. Ou é minha, eu inventei essa história nossa pra mim. História que, nesse caso, não necessariamente teve um fim definitivo. Confuso, confuso demais. Foi muito amor, é muito carinho. É nosso.

Fiquei tão feliz em ver que uma minha/nossa história começou a se desenhar hoje. Sim, você é especial. E será. Seu lugar é seu, meu amor foi seu. Nada e ninguém muda isso. Seu carinho é seu. A vida tem andado, tem me trazido lindas novidades. Sou muito grata por isso. Mas isso não tira o lugar de ninguém. Não tira a felicidade de te ver, de dançar com você, de pisar no seu pé, de errar o passo. Isso é seu. Se ainda existir um "nós", isso é nosso. É, pelo menos, meu por você. Meu pra você.

Cheguei em casa feliz hoje. Chorei sim, mas de feliz. Pela noite ótima, pelas amigas ótimas e lindas, pelas fotos conceituias, pela diversão, por dançar um forró com discussão sobre economia global (surreal!!). E por tudo mais. Por estar aqui, talvez. Só por isso.

Amo? Sim. Difícil deixar de amar. Quero que o amor fique na medida saudável.

Mas agora eu vou. Vai? Vou dizer:

"Que eu não sou ninguém de ir
Em conversa de esquecer
A tristeza de um amor
Que passou
Não!
Eu só vou se for pra ver
Uma estrela aparecer
Na manhã de um novo amor..."








quarta-feira, 20 de abril de 2011

a dor e a delícia

Hoje vi balões. Balões, da volta ao mundo em 80 dias. Dava pra ver o foguinho pra levanta-lo e tudo mais. Tentei tirar fotos, todas ficaram parecendo balõezinhos de plástico. Descobri que quero um dia dar uma volta de balão. Lindos.



Enfim: coisas de Brasília. O que eu sinto morando aqui é muito desconexo. Sim, pessoas não se encontram por acaso na rua. Sim, em geral, todo mundo tá dentro de um grupo de amizade relativamente fechado, e pra você ter amigos, dá seu jeito de entrar em um. Não tem bairro, não tem centro. Tem quadra, comercial, quatrocentas & duzentas, trezentos & centos. Mas voltar pra casa a noite e passar pela Esplanada dos Ministérios iluminada é lindo. Dá até pra esquecer um pouquinho o que acontece por ali. Ver de longe, a noite, o Palácio do Planalto iluminado é maravilhoso. Passar pela catedral e outras Niemeryses (ou Luciocostices) emociona. Dentro de toda sua estranheza, Brasília é linda. Quase uma junkie gente boa: legal de conversar, encontrar e sair de vez em quando, por um tempo. O convívio pode acabar sendo maravilhoso, ou uma merda completa. Mas, impressionantemente, nunca deixa de ser linda, peculiar, única.

Dá até uma certa esperança. Em tudo.

domingo, 10 de abril de 2011

desfazer nós

Como sempre, adorei te ver
Adorei te abraçar
Adorei colocar o meu ponto final

Fica o carinho, a admiração, a amizade
Ficam muitas outras coisas que não cabem aqui
Fica um papelzinho misterioso escondido
A situação nova é estranha mesmo
Mas a gente acostuma, a gente molda ela

Some não. Só ia dificultar tudo

Boa noite, chuchu. Boa noite e tchau


"A vida é desfazer nós

Nós de nós mesmos
A linha da vida fica maior
Se você consegue tirar o nó
A vida é desfazer nós
e os motivos de fazê-los
ninguém pode desfazer por nós
ninguém pode impedir os nós"





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sábado, 26 de março de 2011

sem solução

Vontade louca de sumir, vontade louca de que tudo fosse diferente.

Mais uma vez: gostei mais dele do que ele de mim. Era bom demais pra ser verdade.

Encontrei alguém que valeu a pena tentar, e mais uma vez, não deu certo. Por quanto tempo ainda nada vai dar certo? Porque as coisas nunca acontecem na hora certa comigo? Bate uma certeza de que eu realmente não devo fazer por onde, que não sirvo pra isso. Achou que dessa vez ia dar certo? Com um cara legal? I-LU-DI-DA. Bobinha, tolinha, inocente e carente. E agora, sozinha. Cadê a Guida?

Vontade louca de desistir de tentar, vontade louca de me bastar e pronto.

"Logo passa", "a fila anda". Quero nada disso não: quero colo, quero cafuné, quero carinho. Quero ele, quero essa última noite, nem que seja pra manter um pouquinho mais a ilusão de que ele me quer, nem que seja  pra sentir qualquer outra coisa que não seja esse aperto.

Dessa vez vale a fisgada dessa dor, cabe como rima de poema. Mas de que adianta: não me quer. E pronto. 


"Eu quero paz e arroz
O amor é bom e vem depois"






quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Amo estes remédios que me fazem amar

INSANO.

Não acho outra palavra pra descrever o que passei hoje.

Tenho grupos diferentes de amigos. É muito nítido que em alguns não posso falar algumas coisas, pois "impressionariam" algumas pessoas. Em outros, sei que pessoas medem palavras pra não me impressionar.
Pois bem. Hoje saí com amigas do grupo em que EU precisaria medir palavras. Qual não foi minha surpresa em ver que, dali, eu era quem mais tinha uma noção da realidade corrente.
Explico: uma delas, teve crise de ansiedade e síndrome do pânico. Muito moderna. Se encheu de remédio e não pode beber senão arranca a roupa em público. A outra toma alguns remédios para depressão. Elas inclusive trocam receitas.
Ok, já estive com o pé na beirinha da depressão. Sei bem que para cair em fugas (remédios, álcool - "o gelol da alma") é muito, mas MUITO fácil. Mas nunca perdi e nunca quis perder minha noção de realidade. Sempre que quis ou precisei sair da minha consciência, ironicamente, fiz isso conscientemente. Sabia que depois teria  que enfrentar o mundo inteiro pela frente... sendo ele lindo ou não. E haja fígado para aguenta-lo! Atualmente, quase sempre ou não.
Cadê a coragem de enfrentar as coisas? De admitir que precisamos de ajuda, mas que ela não precisa vir só de químicos?
Parece que andaram perdendo as FORÇAS, a vontade de lutar. Ninguém precisa (nem deve) lutar sozinho, achar que dá conta de tudo sozinho. Mas muletas servem pra dar o primero passo, e não pra sustentar pra sempre (devaneio mór: tem dia que penso que o que falta pra algumas pessoas é uma semana na roça. Acordando cedo, tirando leite, formando pasto, juntando gado, consertando curral... Coisas que dão uma certa noção do todo, de como as coisas começam, de como a vida não precisa ser tão difícil, só ser felizmente vivida).

"Admirar de longe é bom, mas viver de perto, mesmo com os problemas, é melhor."

Viva seus problemas, enfrente seus problemas. Não digo que depois fica mais fácil, mas ao menos você aprende a enfrentar. Aprende a "dar o salto em direção ao querer", a saber o que VOCÊ quer. Você em sua forma inalterada. 

terça-feira, 3 de novembro de 2009

qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência

O que eu mais gosto de ter um lugarzinho pra escrever é o descompromisso. Aqui, posso escrever quando quiser, o que quiser, do jeito que quiser, sem medo. Dizer que minhas idéias não surgem das coisas que eu vivo é bobeira. Agora, dizer que só escrevo sobre situações por que passei é exagero.
Portanto, nada aqui é inteiramente verdade. E nem inteiramente criado.
Como qualquer outra pessoa, o material que tenho pra me inspirar é a minha vida. A minha grande brincadeira atualmente tem sido pegar um fato, um sentimento, uma idéiazinha que surge e tentar extrapolar, ir além. Criar encima daquilo. Conseguir colocar no papel (ou na tela no computador, ou na do celular...) um devaneio meu tem sido uma experiência fantástica. E continuar divagando!  Pensar no "e se...". E inserir coisas do dia-dia, e incrementar com o que podia ter sido, ou o que sentir em determinada situação hipotética... é bem legal. E tem sido bem válido. Válido pra mim, não sei se pra quem lê (se é que alguém lê...). Descobri que se não começasse, nunca saberia se sei ou não organizar minhas idéias. Sei que ainda não está bom, mas o único jeito de melhorar é a prática. Ao menos, tenho praticado.

Tenho buscado a liberdade na minha vida, em vários aspectos. A liberdade de escrever inclusive. E como ela pode ser bela.



terça-feira, 29 de setembro de 2009

once in a while

Por que ele ainda faz isso comigo?
Os anos passam e nada muda...
Será que um dia eu esqueço isso tudo?
Ou um dia ele descobre que só vai ser feliz comigo?
Ou, de repente, vai acordar resolvido a largar a menininha que afaga o ego dele e tentar construir uma vida comigo?

Toma jeito, Dona Anita!

Não deve ser bem assim que funciona...
Passar horas e mais horas conversando, rindo, concordando com besteiras da vida, tomando excelentes cervejas juntos, nunca quis dizer que pode ser amor.
...isso porque a parte do sexo excelente nem foi citada.

Deus do céu, será que o jeito é me afastar mesmo?
Ou brigar por ele?
Continuar chorando de longe ou chutar o balde pra rir de perto?

Fim do mês completam 3 anos disso.
Ok, ouvir Jazz não ajuda em nada.
Até estricnina é melhor.

Ouvir jazz num show lindo com ele & ela junto...

Acho que fico com a estricnina mesmo.

Dói menos

"
I don't know what love is
I'm selfish and lazy
And when I get scared I can act like I'm crazy
But when I think of your kisses
I'm still gonna smile
I'm still gonna miss you
Once in a while"