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terça-feira, 9 de julho de 2013

eu sei que é assim

Tarefa difícil hoje em dia gostar de alguém, né? Não tô tratando do tal do amor romântico. Gostar de ter por perto, gostar da companhia. Adoro conhecer pessoas que tem a ver comigo, dividir coisas legais com elas. Mas sinto que a entrega é cada vez mais e mais difícil, mais e mais custosa.
Me parte o coração ver alguém que eu gosto se afastar. Me parte o coração não saber o que fazer pra algumas pessoas ficarem. Se é que se pode fazer algo. Talvez a vida seja isso mesmo, né? Saber deixar ir embora. Descobrir aos poucos quem veio pra ficar, ou que importância cada um vai ter na sua vida.
Amo algumas pessoas muito profundamente. Me entrego e me dedico às amizades que me cativam. E sofro, mesmo, se acho que estou perdendo. Sofro quando não consigo conversar, sofro por ficar com um tanto de coisa entalada sem conseguir falar. Sofro por me sentir sempre pisando em ovos. Ando muito cansada de sofrer também. Cansa.
Gostar de alguém devia ser mais fácil que isso. Devia ser mais natural.
Desculpem o post Querido diário, desculpem o desabafo. Essa música que fez isso tudo vir à tona.
Sim, essa mesma, nessa versão.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Fúria amansada descansa

primeiramente: respira. lembra de que, se são hormônios que tão causando isso, são SEUS hormônios. sendo assim: é seu corpo, você controla. ou pelo menos, se quiser, pode controlar. em tese. respira de novo, dessa vez mais fundo. sai um pouquinho da frente do computador, vai ver se seu cachorrinho resolve comer alguma coisa. afinal, ele correu feito louco o dia todo, e não comeu nem um pouquinho de ração agora a noite. viu, ele é lindo, ele te adora! fofo, carinhoso... branquelo! foi só insistir um pouquinho que ele comeu. ok, um problema a menos. fúria? pega aquela raquete divertida de matar mosquito e vai pra área de serviço. sim, são milhares por lá. não pára, até o desejo de mandar o mundo a merda passar. ou até ele diminuir. ah é: esquece que assistiu tv câmara hoje!! urgente! lembra só que a votação do novo código florestal foi adiada. viu, uma vitória. pára, respira mais um pouquinho. é bom ficar longe do computador. aula de amanhã: realmente, as 140 páginas em inglês pra amanhã vai ter que ser em leitura dinâmica. já foi um resumo e uma resenha, já sabe mais ou menos do que se trata. escolhe os pontos e manda ver. sim, cabeça bagunçada, concentrar vai ser difícil. vamo lá, respira de novo. mais fundo dessa vez. depois aula, o que vai ser? almocinho em boa companhia, passeio e nadar no parque. depois? fim de semana com um tanto de amigos queridos, show sexta, show sábado, vinhozinho sábado. ok, pode ser cerveja dessa vez. viu como tá tudo mais tranquilo? e pôxa: tem aula amanhã! delícia de aula, professores ótimos, turma legal, tema interessante. viu? muita coisa boa, mocinha. só precisa contar isso pros hormônios, mostrar isso pra eles. tudo tá encaminhado, tudo tudo. ok menos o projeto de dissertação, mas combinamos de não falar disso essa semana. sim, adiar mais uma. respira, rápido! pensa em outra coisa! nadar, tomar sol, isso... viu? lembra sempre: você manda nos hormônios. eles são o que são porque VOCÊ deixa que eles tirem sua paz. mas está tudo em você. agora sim: está tudo de volta, em você, com você.

hormônios. e nada mais.









quarta-feira, 20 de abril de 2011

a dor e a delícia

Hoje vi balões. Balões, da volta ao mundo em 80 dias. Dava pra ver o foguinho pra levanta-lo e tudo mais. Tentei tirar fotos, todas ficaram parecendo balõezinhos de plástico. Descobri que quero um dia dar uma volta de balão. Lindos.



Enfim: coisas de Brasília. O que eu sinto morando aqui é muito desconexo. Sim, pessoas não se encontram por acaso na rua. Sim, em geral, todo mundo tá dentro de um grupo de amizade relativamente fechado, e pra você ter amigos, dá seu jeito de entrar em um. Não tem bairro, não tem centro. Tem quadra, comercial, quatrocentas & duzentas, trezentos & centos. Mas voltar pra casa a noite e passar pela Esplanada dos Ministérios iluminada é lindo. Dá até pra esquecer um pouquinho o que acontece por ali. Ver de longe, a noite, o Palácio do Planalto iluminado é maravilhoso. Passar pela catedral e outras Niemeryses (ou Luciocostices) emociona. Dentro de toda sua estranheza, Brasília é linda. Quase uma junkie gente boa: legal de conversar, encontrar e sair de vez em quando, por um tempo. O convívio pode acabar sendo maravilhoso, ou uma merda completa. Mas, impressionantemente, nunca deixa de ser linda, peculiar, única.

Dá até uma certa esperança. Em tudo.

sábado, 26 de março de 2011

sem solução

Vontade louca de sumir, vontade louca de que tudo fosse diferente.

Mais uma vez: gostei mais dele do que ele de mim. Era bom demais pra ser verdade.

Encontrei alguém que valeu a pena tentar, e mais uma vez, não deu certo. Por quanto tempo ainda nada vai dar certo? Porque as coisas nunca acontecem na hora certa comigo? Bate uma certeza de que eu realmente não devo fazer por onde, que não sirvo pra isso. Achou que dessa vez ia dar certo? Com um cara legal? I-LU-DI-DA. Bobinha, tolinha, inocente e carente. E agora, sozinha. Cadê a Guida?

Vontade louca de desistir de tentar, vontade louca de me bastar e pronto.

"Logo passa", "a fila anda". Quero nada disso não: quero colo, quero cafuné, quero carinho. Quero ele, quero essa última noite, nem que seja pra manter um pouquinho mais a ilusão de que ele me quer, nem que seja  pra sentir qualquer outra coisa que não seja esse aperto.

Dessa vez vale a fisgada dessa dor, cabe como rima de poema. Mas de que adianta: não me quer. E pronto. 


"Eu quero paz e arroz
O amor é bom e vem depois"






sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

When I get scared

Veio tudo seguindo a insegurança. Falar pouco é cômodo, é fácil. Mas fica muita coisa no ar. O friozinho constante gostoso na barriga virou uma geleira pesada e incomoda na barriga...


Da insegurança, veio o medo: medo de você me esquecer, medo de que tenha sido passageiro.  Medo de acabar pegajosa demais, de virar uma chata egoísta inconveniente. Medo disso tudo ser mania de perseguição: medo de estar no processo de ficar meio maluca. Medo de falar o que eu to sentindo, medo de ser amor. Amor deixa as pessoas malucas? Vai ver é isso, não sei… Já diria a Madeleine:
 “I don't know what love is/I'm selfish and lazy/And when I get scared I can act like I'm crazy”
Sei que tem muita coisa a ser organizada, muita coisa a ser feita, muita gente pra ver. Deu medo também de, no meio disso tudo, ficar de lado: tanto agora quanto depois. Medo de você não querer a barra que vem, a barra que vai piorar daqui a pouco: 821 quilômetros, 9 horas e 38 minutos. E sério: se não cuidar, se não cultivar, nada aguenta. Ninguém aguenta. Sem perseguir, sem neura, mas com carinho e com atenção. E tem que ser junto...


 Sempre fui eu a pessoa do casal a se mudar. Sempre achei que ir embora era muito difícil: você fica sozinho, num lugar diferente, tendo uma rotina nova, adaptando a cidade, as pessoas. Descobri que ficar é muito mais difícil. O vazio fica na vida de quem fica. O lugar é o mesmo, as pessoas são as mesmas, a rotina é a mesma. Fica um buraco doído. Noites sem filminho, sem cafuné, sem colo, sem risada. Sem graça. Sem você.

Com esse medo todo, tá difícil não ficar com os olhos mareados, tá difícil ficar parada sem chorar. De respirar dói. Acredite: estou muito feliz por tudo que você conquistou. Um pouco em dúvida se tenho direito de sentir orgulho, é tudo tão novo. Se você ler esse texto (se eu tomar coragem e te mostrar): sei que falar isso tudo agora faz de mim sim uma chata egoísta inconveniente. Das piores. Desculpa, tá muito difícil pensar com calma depois que você entrou na minha vida e levou meu coraçãozinho embora. É muito difícil ser racional.

Desculpa, chuchu.





terça-feira, 3 de novembro de 2009

qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência

O que eu mais gosto de ter um lugarzinho pra escrever é o descompromisso. Aqui, posso escrever quando quiser, o que quiser, do jeito que quiser, sem medo. Dizer que minhas idéias não surgem das coisas que eu vivo é bobeira. Agora, dizer que só escrevo sobre situações por que passei é exagero.
Portanto, nada aqui é inteiramente verdade. E nem inteiramente criado.
Como qualquer outra pessoa, o material que tenho pra me inspirar é a minha vida. A minha grande brincadeira atualmente tem sido pegar um fato, um sentimento, uma idéiazinha que surge e tentar extrapolar, ir além. Criar encima daquilo. Conseguir colocar no papel (ou na tela no computador, ou na do celular...) um devaneio meu tem sido uma experiência fantástica. E continuar divagando!  Pensar no "e se...". E inserir coisas do dia-dia, e incrementar com o que podia ter sido, ou o que sentir em determinada situação hipotética... é bem legal. E tem sido bem válido. Válido pra mim, não sei se pra quem lê (se é que alguém lê...). Descobri que se não começasse, nunca saberia se sei ou não organizar minhas idéias. Sei que ainda não está bom, mas o único jeito de melhorar é a prática. Ao menos, tenho praticado.

Tenho buscado a liberdade na minha vida, em vários aspectos. A liberdade de escrever inclusive. E como ela pode ser bela.