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terça-feira, 9 de julho de 2013

eu sei que é assim

Tarefa difícil hoje em dia gostar de alguém, né? Não tô tratando do tal do amor romântico. Gostar de ter por perto, gostar da companhia. Adoro conhecer pessoas que tem a ver comigo, dividir coisas legais com elas. Mas sinto que a entrega é cada vez mais e mais difícil, mais e mais custosa.
Me parte o coração ver alguém que eu gosto se afastar. Me parte o coração não saber o que fazer pra algumas pessoas ficarem. Se é que se pode fazer algo. Talvez a vida seja isso mesmo, né? Saber deixar ir embora. Descobrir aos poucos quem veio pra ficar, ou que importância cada um vai ter na sua vida.
Amo algumas pessoas muito profundamente. Me entrego e me dedico às amizades que me cativam. E sofro, mesmo, se acho que estou perdendo. Sofro quando não consigo conversar, sofro por ficar com um tanto de coisa entalada sem conseguir falar. Sofro por me sentir sempre pisando em ovos. Ando muito cansada de sofrer também. Cansa.
Gostar de alguém devia ser mais fácil que isso. Devia ser mais natural.
Desculpem o post Querido diário, desculpem o desabafo. Essa música que fez isso tudo vir à tona.
Sim, essa mesma, nessa versão.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

não confie em ninguém com mais de 30 anos





Domingo, sem muita surpresa, vou acordar com 30 anos.

Novas etiquetas de agora pra frente: mulher adulta, mulher de trinta, balzaquiana. Não posso negar que isso, acompanhado dos outros rótulos - dados por mim, quase sempre - solteirona, indecisa, desnorteada, pesam. Pesa um pouco lembrar como me imaginava aos trinta. Pesa um pouco não ter ideia do que será a vida daqui pra frente. Pesa ter urgência de algumas coisas que estão fora do meu controle. 

É, é pesado crescer.

Um tempo atrás, estava pensando sobre isso: o que é crescer? A conclusão foi que crescer é algo como se tornar uma criança responsável. Cumprir com suas obrigações, tarefas, trabalhos, responsabilidades, mas sempre com a leveza e a alegria - se possível com os olhos - de uma criança. Não parar de brincar com a vida, de se divertir nela. Manter a alma de criança.

2012 está sendo um ano maluco pra mim. A minha impressão é que entre dezembro de 2011 e janeiro de 2012, minha 'alma de criança' saiu pra brincar e nunca mais voltou. Isso aconteceu na forma de perdas, mudanças, pessoas queridas que se afastaram, decepções. Estou me sentindo menos alegre esse ano, mais preocupada, menos focada, rendendo menos. Sinto falta da criança, sinto falta da alegria, sinto falta da descontração. A cada dia quero mais ficar quieta em casa, desligar telefone+emails+facebook+skype+twitter e ficar só, ouvindo o ventilador rodar. E tomar um vinho branco. Só.

Quero achar essa alegria, quero rir de novo, quero não aguentar ficar tanto tempo em casa. Quero minha leveza de volta, daquele jeito bonito que eu conheço ela. Acho que ela  anda meio forçada ultimamente...

Preciso achar essa criança logo.

Preciso voltar a rir à toa.


segunda-feira, 30 de julho de 2012

chama



Acho que foi um dia que me peguei procurando seu rosto numa sala de embarque lotada. Sexta-feira fim do dia, quando o mundo resolve viajar. Eu olhava pra todos os lados, esperando ser surpreendida pelos seus olhos. Olhos que deviam estar aonde? Panamá? Colômbia? Com certeza, não ali. Olhos que, quando você me perguntou na praia, eu não consegui definir a cor. Azul, diria agora, mais de mês depois.

Percebi que te procurava ali sem pensar. Talvez por nossa despedida ter uma sala de embarque como palco. E por você ter me acompanhado com os olhos até eu sumir naquele corredor que suga a gente pra dentro do avião. Eu que tento parecer forte em despedidas, não conseguia parar de olhar pra você. Não sabia - e ainda não sei - se aquela seria a ultima vez que eu ia olhar pra você. Quis aproveitar até o ultimo segundo possível. Quis - e ainda quero - viver cada pedacinho dessa historia maluca. Que começou do jeito que sempre sonhei, se desenrolou do jeito que eu sempre sonhei, se apresentou através de você: um cara do jeito que eu sempre sonhei. Medo de ser obrigada a acordar, de mandarem meu sonho pra Sibéria. 

Voltando pra sala de embarque, vez ou outra, acabava topando o olhar com um desavisado perdido por ali, que me encarava. Não amigo, não é você que eu estou procurando. Não foi você que decidiu passar os últimos dias no país comigo. Não foi você que pegou um avião pra me encontrar, pra me encantar um pouquinho mais. Pra me deixar assim, desarmada, perdida, em duvida. Dentro de toda dificuldade que tenho pra planejar a vida, você foi um fator a mais pra bagunçar tudo. Te ofereço meu amor, meu calor, meu endereço. Aceito seu endereço também, seja lá onde ele for. Como falamos no ônibus, a caminho do aeroporto, nossos caminhos sem rumo podem se cruzar de novo, e a gente pode se esforçar pra isso. Basta querer. E olha, eu quero. Quero pegar um outro vôo, pra onde quer que você esteja, levar minha câmera e tirar fotos suas. Quero te ensinar sobre Vinicius de Moraes, sobre musica brasileira. Quero aprender sobre os países que você morou, as causas pelas quais lutou. Quero aprender espanhol! Quero aprender a te ter por perto. Quero te ensinar a não viver sem mim.

Portanto mi cariño, acho que não vou parar de te procurar por aí. Não vou parar de procurar seus olhos em todas salas de embarque que estiver. Não vou parar de imaginar como vai ser nosso encontro, se num aeroporto, você me esperando no meio daquele aglomerado de gente. Não vou chegar na hora marcada, prometo. Enfim vou achar seus olhos, e você vai achar os meus, como no dia que nos conhecemos. Eu vou largar meu carrinho - ou se só com uma mochila, jogar ela no chão - e correr pra você. O abraço vai ser daqueles longos, cheios de sentimento, cheios de carinho. As pessoas em volta, se é que a gente vai conseguir ver algo em volta, vão parar e olhar pra cena. Quando enfim acabar o abraço, você vai colocar meu rosto no meio das suas mãos (fazendo meu rosto ficar pequenininho no meio das suas mãos enormes!), igual fez na praia. Você vai olhar bem no fundo dos meus olhos, já completamente cheios de água, e vai falar meu nome. 

you made it. yes, I'm here.

E que seja infinito enquanto dure.


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

alguém me avisou pra pisar nesse chão devagarinho

tenho me sentido um pouco igual a uma música do Legião Urbana: parece TPM, mas é só tristeza. Pode ser inferno astral. Acho que são lágrimas e tormentos. Vai saber?

vontade agora? de não ter que ver mr. pink e mr. white nunca mais na vida, de saber que mr.brown arranjou uma namorada e tá mais longe do que achei que estava. vontade de conhecer o mr. blonde e parar de ficar com ciúminho desses amigos. porque sim: sempre viram amigos e eu sempre passo mal sofro por isso. sempre sofro um pouquinho com isso, sempre vejo eles apaixonados por outras moças lindas. chega né? e eles não tem nada com isso: é piração minha. minha e da Marisa Monte, que gravou no 'Universo ao meu Redor' todas as músicas que eu queria cantar agora. tem hora que enche o saco de sempre estar aí pras pessoas e elas nunca estarem aí pra você. pronto, parei com isso: cada um na sua, por favor.


mas tá faltando um pouquinho de paz. tá faltando não ter que fazer força pra sair, pra encontrar amigos. mas quem mandou mudar tanto? quem mandou não se contentar a ficar quieta em Minas? lá é tudo tão mais fácil... já existem os laços, já existe o carinho, já existem amizades leves. a gente é amigo e pronto: vou fazer alguma coisa, vamos? assim: sem força a gente tá junto, rindo, alegre. sofre junto também. lá existe mais laços. talvez aqui sejam mais nós. lá existe o cuidado quando alguém precisa de uma mão. existe meu quarto, existe minha cama, existe colinho de vó... existe uma outra vida que de vez em quando faz uma falta TÃO GRANDE! Falta que me faz repensar decisões, reavaliar possibilidades: será que eu aguento mesmo? mais 5 anos longe? mais 5 anos sem minha raiz? eu consigo fincar uma nova? eu quero isso?



deus me dá uma luz por favor?!?!?! ou jung: me ajuda denovo!!!!


é, sei que tô reclamando demais... tem pesado saber que em mais 1 ano terei 30 anos. penso se conquistei o bastante. penso se não sou acomodada, se não tenho feito tudo errado. 


a dor é minha dor, não é de mais ninguém.


ou como diria minha amiga Camila citando um terceiro (Caio F.): "acontece que eu ainda sou babaca, pateta e ridícula o suficiente para estar procurando O verdadeiro amor"



terça-feira, 9 de agosto de 2011

casaa

Casa.


Tem sido algo tão difícil de definir nos últimos tempos. Hoje tive uma prova do que é casa: varias amigas, juntas, num lugar que posso chamar de meu, na minha casa. Pessoas com quem dividi a adolescência bagunçada, uma que mora no Rio, outra em Paris, eu em Brasília... Estar com esse time é sentir em casa, é amar este lugar.


BH: te amo. Amo as pessoas que você criou e colocou no meu caminho. Amo você ter marcado o que eu sou: ainda que tarde, livre.





domingo, 8 de maio de 2011

Só Sei Dançar Com Você

“Espero um dia poder dizer o mesmo a você”, foi a resposta dada pela vovó ao meu feliz dia das mães.









domingo, 13 de dezembro de 2009

Epifania

Enfim descobri porque as palavras "sexo" e "Rock´n´roll" são vistas juntas com tanta frequencia...

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Para uma menina com uma flor

Porque você é uma menina com uma flor e tem uma voz que não sai, eu lhe prometo amor eterno, salvo se você bater pino, que aliás você não vai nunca porque você acorda tarde, tem um ar recuado e gosta de brigadeiro: quero dizer, o doce feito com leite condensado.


E porque você é uma menina com uma flor e chorou na estação de Roma porque nossas malas seguiram sozinhas para Paris e você ficou morrendo de pena delas partindo assim no meio de todas aquelas malas estrangeiras. E porque você quando sonha que eu estou passando você para trás, transfere sua d.d.c. para o meu cotidiano e implica comigo o dia inteiro como se eu tivesse culpa de você ser assim tão subliminar. E porque quando você começou a gostar de mim procurava saber por todos os modos com que camisa esporte eu ia sair para fazer mimetismo de amor, se vestindo parecido. E porque você tem um rosto que está sempre num nicho, mesmo quando põe o cabelo para cima, como uma santa moderna, e anda lento, a fala em 33 rotações mas sem ficar chata. E porque você é uma menina com uma flor, eu lhe predigo muitos anos de felicidade, pelo menos até eu ficar velho: mas só quando eu der aquela paradinha marota para olhar para trás, aí você pode se mandar, eu compreendo.


E porque você é uma menina com uma flor e tem um andar de pajem medieval; e porque você quando canta nem um mosquito ouve a sua voz, e você desafina lindo e logo conserta, e às vezes acorda no meio da noite e fica cantando feito uma maluca. E porque você tem um ursinho chamado Nounouse e fala mal de mim para ele, e ele escuta mas não concorda porque é muito meu chapa, e quando você se sente perdida e sozinha no mundo você se deita agarrada com ele e chora feito uma boba fazendo um bico deste tamanho. E porque você é uma menina que não pisca nunca e seus olhos foram feitos na primeira noite da Criação, e você é capaz de ficar me olhando horas. E porque você é uma menina que tem medo de ver a Cara– na-Vidraça, e quando eu olho você muito tempo você vai ficando nervosa até eu dizer que estou brincando. E porque você é uma menina com uma flor e cativou meu coração e adora purê de batata, eu lhe peço que me sagre seu Constante e Fiel Cavalheiro.


E sendo você uma menina com uma flor, eu lhe peço também que nunca mais me deixe sozinho, como nesse último mês em Paris; fica tudo uma rua silenciosa e escura que não vai dar em lugar nenhum; os móveis ficam parados me olhando com pena; é um vazio tão grande que as outras mulheres nem ousam me amar porque dariam tudo para ter um poeta penando assim por elas, a mão no queixo, a perna cruzada triste e aquele olhar que não vê. E porque você é a única menina com uma flor que eu conheço, eu escrevi uma canção tão bonita para você, "Minha namorada", a fim de que, quando eu morrer, você se por acaso não morrer também, fique deitadinha abraçada com Nounouse, cantando sem voz aquele pedaço em que eu digo que você tem de ser a estrela derradeira, minha amiga e companheira, no infinito de nós dois.


E já que você é uma menina com uma flor e eu estou vendo você subir agora – tão purinha entre as marias-sem-vergonha – a ladeira que traz ao nosso chalé, aqui nestas montanhas recortadas pela mão presciente de Guignard; e o meu coração, como quando você me disse que me amava, põe-se a bater cada vez mais depressa. E porque eu me levanto para recolher você no meu abraço, e o mato à nossa volta se faz murmuroso e se enche de vaga-lumes enquanto a noite desce com seus segredos, suas mortes, seus espantos – eu sei, ah, eu sei que o meu amor por você é feito de todos os amores que eu já tive, e você é a filha dileta de todas as mulheres que eu amei; e que todas as mulheres que eu amei, como tristes estátuas ao longo da aléia de um jardim noturno, foram passando você de mão em mão, de mão em mão até mim, cuspindo no seu rosto e enfeitando a sua fronte de grinaldas; foram passando você até mim entre cantos, súplicas e vociferações – porque você é linda, porque você é meiga e sobretudo porque você é uma menina com uma flor.



Vinícuis de Moraes in Para uma menina com uma flor (crônicas)

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

quote book - quadrinhos II

"Toda vez que fabricamos um carro, Deus faz um risquinho na parede"

Dahmer
tem hora que ele faz por merecer

terça-feira, 29 de julho de 2008

quote book - quadrinhos



"Homens... não valem as pilhas do meu vibrador"

"Beber pra conseguir dormir,
dormir pra conseguir beber"
"A verdade é um porco empalado no banquete da poesia"
André Dahmer

"Bons lobisomens jamais perdem a hora"
"2307001890090 a.C. foi uma década de excessos"
Rafael Salimena


"Chuta que é macumba"
Sabedoria popular