Casa.
Tem sido algo tão difícil de definir nos últimos tempos. Hoje tive uma prova do que é casa: varias amigas, juntas, num lugar que posso chamar de meu, na minha casa. Pessoas com quem dividi a adolescência bagunçada, uma que mora no Rio, outra em Paris, eu em Brasília... Estar com esse time é sentir em casa, é amar este lugar.
BH: te amo. Amo as pessoas que você criou e colocou no meu caminho. Amo você ter marcado o que eu sou: ainda que tarde, livre.
a idéia é ser um lugar pra escrever algumas das coisinhas que passam na minha cabeça. antes, uns anos atrás, eu fazia isso num caderno que eu acabei perdendo num ônibus em BH. aqui eu não perco! pelo menos em tese...
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terça-feira, 9 de agosto de 2011
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Daytripper, yeah
Vontade de escrever pra não deixar passar o sentimento, a emoção, a lágrima. O momento.
Li a Daytripper 1 a mais de um ano atrás. Hoje, em Nova York, primeiro dia sem a família (primeiro dia fazendo o que der na telha), fui a uma Comic Shop. Mais pra conhecer, saber o que tinha por la. Curiosidade. A única revista que eu tinha certeza que ia procurar era a edição completa da Daytripper. Feliz resolução. Comecei a leitura no almoço solitário: ravioli, limonada, café, Cheesecake e Daytripper. Cada pedido servia pra aumentar meu tempo ali, lendo. Quando o garçom colocou o café na mesa (expresso, forte mas com açúcar), li: "there's always peace in a strong cup of coffee". Pronto, tava la. Dali pra frente, referencias seguidas a minha vida, minha infância. O nome Ana, os origamis. Acabando o almoço (e não a revista), cruzei o Central Park a caminho de casa. Resolvi sentar numa sombra e ler mais um pouco. Inicio de uma viagem: pés e bunda na grama (vestido era curto...), sai da Terra. Ri, chorei, fiquei imóvel por vários minutos. No fim, uma palavra: LINDO. Sou uma suspeita grande admiradora dos autores. Mas estou ciente que acabo de ler das coisas mais lindas da minha vida. Como tantos outros leitores (creio), sinto que foi escrito pra mim. Como acontece na historia, sinto que conheço os autores. Assim que acabei de ler, enxuguei as lágrimas e voltei pro mundo. Vi que ele tava diferente. Soube então que tinha passado por um daqueles momentos únicos: os que fazem a vida valer a pena.
Obrigada Fábio, obrigada Gabriel. Por tornarem minha vida mais alegre, mais leve. Por verem de uma forma tão delicada coisas tão difíceis de encarar. Ainda tenho muito o que processar do texto, algumas mortes a identificar no meu caminho. Obrigada por isso. Obrigada Fábio, obrigada Gabriel.
No caminho de casa, ganhei sorrisos.

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