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terça-feira, 9 de julho de 2013

eu sei que é assim

Tarefa difícil hoje em dia gostar de alguém, né? Não tô tratando do tal do amor romântico. Gostar de ter por perto, gostar da companhia. Adoro conhecer pessoas que tem a ver comigo, dividir coisas legais com elas. Mas sinto que a entrega é cada vez mais e mais difícil, mais e mais custosa.
Me parte o coração ver alguém que eu gosto se afastar. Me parte o coração não saber o que fazer pra algumas pessoas ficarem. Se é que se pode fazer algo. Talvez a vida seja isso mesmo, né? Saber deixar ir embora. Descobrir aos poucos quem veio pra ficar, ou que importância cada um vai ter na sua vida.
Amo algumas pessoas muito profundamente. Me entrego e me dedico às amizades que me cativam. E sofro, mesmo, se acho que estou perdendo. Sofro quando não consigo conversar, sofro por ficar com um tanto de coisa entalada sem conseguir falar. Sofro por me sentir sempre pisando em ovos. Ando muito cansada de sofrer também. Cansa.
Gostar de alguém devia ser mais fácil que isso. Devia ser mais natural.
Desculpem o post Querido diário, desculpem o desabafo. Essa música que fez isso tudo vir à tona.
Sim, essa mesma, nessa versão.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

conclusões

estou chegando a algumas conclusões importantes nos últimos dias.

que a tristeza que eu sinto quando algum relacionamento não dá certo, é mais uma decepção comigo do que com o cara. eu que achei que poderia dar certo. eu que depositei esperanças. na minha cabeça, eu que falhei.

que algo de muito errado eu devo fazer sempre. é meio impossível de acreditar que todos os caras que conheci e tive alguma coisa nos últimos anos realmente não gostaram de mim. pelo não o bastante pra ficar. é um sentimento ruim, como se eu não conseguisse ser 'namorável'. já faz tempo que não sei o que ter um companheiro, amigo ao lado. não sei o que andar de mão dada na rua. e sério, quero isso. qualquer coisa a menos que isso, não, obrigada. cansa, eu cansei. migalinha não. mas aí vem esse medo, medo de ficar sozinha pra sempre. medo de que, se eu não aprender a lidar com isso, vai ser cada dia pior. e de verdade, a possibilidade desse sentimento ficar ainda pior me assusta. é difícil lidar com isso. é difícil lidar com tantos abandonos em sequencia. 

que eu sei bem o que eu não quero. e sei bem o que eu quero. mas não sei onde encontrar.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

não confie em ninguém com mais de 30 anos





Domingo, sem muita surpresa, vou acordar com 30 anos.

Novas etiquetas de agora pra frente: mulher adulta, mulher de trinta, balzaquiana. Não posso negar que isso, acompanhado dos outros rótulos - dados por mim, quase sempre - solteirona, indecisa, desnorteada, pesam. Pesa um pouco lembrar como me imaginava aos trinta. Pesa um pouco não ter ideia do que será a vida daqui pra frente. Pesa ter urgência de algumas coisas que estão fora do meu controle. 

É, é pesado crescer.

Um tempo atrás, estava pensando sobre isso: o que é crescer? A conclusão foi que crescer é algo como se tornar uma criança responsável. Cumprir com suas obrigações, tarefas, trabalhos, responsabilidades, mas sempre com a leveza e a alegria - se possível com os olhos - de uma criança. Não parar de brincar com a vida, de se divertir nela. Manter a alma de criança.

2012 está sendo um ano maluco pra mim. A minha impressão é que entre dezembro de 2011 e janeiro de 2012, minha 'alma de criança' saiu pra brincar e nunca mais voltou. Isso aconteceu na forma de perdas, mudanças, pessoas queridas que se afastaram, decepções. Estou me sentindo menos alegre esse ano, mais preocupada, menos focada, rendendo menos. Sinto falta da criança, sinto falta da alegria, sinto falta da descontração. A cada dia quero mais ficar quieta em casa, desligar telefone+emails+facebook+skype+twitter e ficar só, ouvindo o ventilador rodar. E tomar um vinho branco. Só.

Quero achar essa alegria, quero rir de novo, quero não aguentar ficar tanto tempo em casa. Quero minha leveza de volta, daquele jeito bonito que eu conheço ela. Acho que ela  anda meio forçada ultimamente...

Preciso achar essa criança logo.

Preciso voltar a rir à toa.


segunda-feira, 30 de julho de 2012

chama



Acho que foi um dia que me peguei procurando seu rosto numa sala de embarque lotada. Sexta-feira fim do dia, quando o mundo resolve viajar. Eu olhava pra todos os lados, esperando ser surpreendida pelos seus olhos. Olhos que deviam estar aonde? Panamá? Colômbia? Com certeza, não ali. Olhos que, quando você me perguntou na praia, eu não consegui definir a cor. Azul, diria agora, mais de mês depois.

Percebi que te procurava ali sem pensar. Talvez por nossa despedida ter uma sala de embarque como palco. E por você ter me acompanhado com os olhos até eu sumir naquele corredor que suga a gente pra dentro do avião. Eu que tento parecer forte em despedidas, não conseguia parar de olhar pra você. Não sabia - e ainda não sei - se aquela seria a ultima vez que eu ia olhar pra você. Quis aproveitar até o ultimo segundo possível. Quis - e ainda quero - viver cada pedacinho dessa historia maluca. Que começou do jeito que sempre sonhei, se desenrolou do jeito que eu sempre sonhei, se apresentou através de você: um cara do jeito que eu sempre sonhei. Medo de ser obrigada a acordar, de mandarem meu sonho pra Sibéria. 

Voltando pra sala de embarque, vez ou outra, acabava topando o olhar com um desavisado perdido por ali, que me encarava. Não amigo, não é você que eu estou procurando. Não foi você que decidiu passar os últimos dias no país comigo. Não foi você que pegou um avião pra me encontrar, pra me encantar um pouquinho mais. Pra me deixar assim, desarmada, perdida, em duvida. Dentro de toda dificuldade que tenho pra planejar a vida, você foi um fator a mais pra bagunçar tudo. Te ofereço meu amor, meu calor, meu endereço. Aceito seu endereço também, seja lá onde ele for. Como falamos no ônibus, a caminho do aeroporto, nossos caminhos sem rumo podem se cruzar de novo, e a gente pode se esforçar pra isso. Basta querer. E olha, eu quero. Quero pegar um outro vôo, pra onde quer que você esteja, levar minha câmera e tirar fotos suas. Quero te ensinar sobre Vinicius de Moraes, sobre musica brasileira. Quero aprender sobre os países que você morou, as causas pelas quais lutou. Quero aprender espanhol! Quero aprender a te ter por perto. Quero te ensinar a não viver sem mim.

Portanto mi cariño, acho que não vou parar de te procurar por aí. Não vou parar de procurar seus olhos em todas salas de embarque que estiver. Não vou parar de imaginar como vai ser nosso encontro, se num aeroporto, você me esperando no meio daquele aglomerado de gente. Não vou chegar na hora marcada, prometo. Enfim vou achar seus olhos, e você vai achar os meus, como no dia que nos conhecemos. Eu vou largar meu carrinho - ou se só com uma mochila, jogar ela no chão - e correr pra você. O abraço vai ser daqueles longos, cheios de sentimento, cheios de carinho. As pessoas em volta, se é que a gente vai conseguir ver algo em volta, vão parar e olhar pra cena. Quando enfim acabar o abraço, você vai colocar meu rosto no meio das suas mãos (fazendo meu rosto ficar pequenininho no meio das suas mãos enormes!), igual fez na praia. Você vai olhar bem no fundo dos meus olhos, já completamente cheios de água, e vai falar meu nome. 

you made it. yes, I'm here.

E que seja infinito enquanto dure.


segunda-feira, 16 de julho de 2012

stay in the afternoon and left at night

sabe quando fica difícil respirar, e você torce muito pra ser só o tempo seco? 


porque se não o tempo seco, de onde vem essa falta de força, essa dificuldade de achar o ar...






terça-feira, 13 de março de 2012

às vezes é um instante


a sombra do futuro, a sobra do passado, o assombro que isso tudo tem causado. a saudade de um tempo que ainda não passou, a espera pelo que vem. o caos no pensamento. pessoas queridas que se afastam. todas ao mesmo tempo. me deixam sem entender, não querem conversar. mais uma vez: dói. fica um sentimento de ser descartável na vida das pessoas, e sem entender o porque. 


simples assim: tchau, some, vaza.


o que buscar?


a paz na solidão, talvez.


mas e a saudade, como que faz com ela?



sábado, 4 de fevereiro de 2012

Suspiro



Devaneio, coisa que anda muito comum pra mim. A cabeça vai tão longe que não tem sido difícil focar no que é necessário. Cada dia é uma desculpa pra acordar tarde, pra correr atras de outras coisas. Talvez assim esteja sendo na minha vida a muito tempo... Ontem, pensando numa remota possibilidade de mais uma virada maluca na minha vida, me peguei pensando: 'ok ir embora daqui, fico mais tempo sozinha mesmo!'. Acho que enfim entendi o que um amigo me disse uns três anos atras, que onde quer que eu fosse, a solidão que eu sentia ali ia me seguir, que a solidão estava em mim, e não na cidade em que morava, no estranhamento que sentia ali. Não acho que o homem é a ilha. A cabeça é a ilha (da-lhe Dahmer). Ou os dois são a mesma coisa.

Uma paixonite platônica, já que de perto me sinto uma ilha. Uma necessidade de expressar sentimentos por diversas formas. Uma dificuldade de escrever, dificuldade de expressar, dificuldade de colocar em pratica as coisas da vida que têm que andar. Difícil (de uma forma, até bom de saber) quando todos te acham uma pessoa alegre, e existe uma cobrança em estar bem, feliz, rindo, fazendo piada. Ou pior: quando consigo desabafar e a pessoa que escuta, por nunca ter te ouvido desabafar, nunca mais te liga, some. Todo mundo quer amigos felizes, né? Mas isso é amizade mesmo? Sem motivo, sem porque.

Por que sim, por que é.

Pode ser a proximidade dos 30 anos, a saudade do cachorrinho sumido, o medo (forte) de não dar conta do que foi proposto pra esse ano, o medo de ficar sozinha. Usando demais o termo 'medo', vai ver é isso. Ou, como disse uma amiga: o bom dos 30 é que, por mais que você não saiba o que quer, você sabe bem o que não quer. Assusta saber bem o que eu não quero em alguns aspectos da minha vida, e ver que isso é exatamente o que aparece em volta. É fácil fazer as malas e mudar, sempre tenho mil motivos pra cada mudança. Hoje, me pergunto se estou indo atras de alguma coisa ou do que estou fugindo. Talvez esteja só fugindo de mim. E essas ultimas semanas, passadas muito sozinha, esteja começando a encarar que algo perturba. Ainda não sei o que é, mas tem algo ali.

Ali não, aqui: aqui dentro.

sábado, 15 de outubro de 2011

solidão apavora



dá medo ficar sozinho. passa tudo que é coisa pela cabeça. mas o medo parece um pouco fome: vem forte, depois passa. daí vem a paz. hoje passei o dia sozinha, tranquilamente sozinha. saiu muita coisa boa: muita conclusão boa, muita constatação boa. transformar isso tudo em movimento é o próximo passo: mover, agir, colocar o meu mundo pra girar. pensar mais em mim, cuidar mais de mim. tem isso: minha solidão traz um egoismozinho. não egoísmo, mas aquela horinha de te colocar no centro. afinal, você é sim o centro da sua vida.


de uma sexta derrotista pra um sábado reflexivo, vi que algumas coisas têm sim salvação. vi que não sou tão fraca quanto sempre acho que sou, que não preciso fugir tanto das dúvidas: encara, resolve. que cresci sim nos últimos tempos, mas que não tenho mostrado isso muito. o lado moleca anda tão aflorado que me faz esquecer que eu não sou só isso. na beiradinha dos 30, ainda não consigo me ver como mulher. uma menina. mas já tem uma estradinha aqui atrás pra embasar a mulher. pode ainda não ter minha família humana (só a canina), mas tem mudanças, tem coragem, tem amizades, carinho, dedicação. falta recolocar alguns desses elementos de novo na vivência, mas eles tão aqui dentro. eu já vi. mas ainda me falta o que eu não vi, o novo. criar, pesquisar, ler, ter idéias! isso anda gerando a angustia da vez. bola pra frente e firmeza no decote.

da solidão veio a paz. em boa hora. que ela traga a luz e o movimento.

e que traga mais música, mais alegria. que deixe a solidão lá fora. tomando chuva.







terça-feira, 11 de outubro de 2011

hey dude



Nunca culpo a cerveja (ou o mojito, ou seja lá o que for) por nada que acontece ou nada que eu faço. Hoje me vi criando expectativa, uma pequena expectativa - é verdade, pra algo que jurei nunca esperar nada. Talvez não expectativa, mas vontade de sair de casa e ver que criei uma dependência de companhia. Putz, é essa a exata hora que bate a questão: o que eu tô fazendo aqui? Pra quê ficar longe de casa, pra quê inventar moda e acabar tomando minha(s) stella artois sozinha em casa vendo jogo merda da seleção Brasileira? Quero rua quero ver gente. Quero amigos pra estar junto. 

Pensando bem, por um lado consegui um objetivo: criei uma expectativa em cima da amizade, não em cima de qualquer outra coisa. Fico muito feliz por isso. Mas esperei sim: uma resposta pelo menos. Mas tudo pode ter se confundido, tudo pode ter sido entendido errado, tudo pode ter acabado sendo interpretado como uma faisquinha de um sentimento que não existe. Não existe pois estou cuidando muito para ele não existir. Acho que tô conseguindo. Acho não, estou: não tá doendo, não tem choro. Apesar da TPM, não tem choro. 

Tem uma constatação: body moving. The movement you need is on your shoulder. 

Só depende de mim. 


Sempre.

Hora de ir atrás da minha alma nova. Hora de achar o que me faz feliz.
Achar quem me faz feliz.


Sempre é hora disso.


Sempre.




quinta-feira, 8 de setembro de 2011

alguém me avisou pra pisar nesse chão devagarinho

tenho me sentido um pouco igual a uma música do Legião Urbana: parece TPM, mas é só tristeza. Pode ser inferno astral. Acho que são lágrimas e tormentos. Vai saber?

vontade agora? de não ter que ver mr. pink e mr. white nunca mais na vida, de saber que mr.brown arranjou uma namorada e tá mais longe do que achei que estava. vontade de conhecer o mr. blonde e parar de ficar com ciúminho desses amigos. porque sim: sempre viram amigos e eu sempre passo mal sofro por isso. sempre sofro um pouquinho com isso, sempre vejo eles apaixonados por outras moças lindas. chega né? e eles não tem nada com isso: é piração minha. minha e da Marisa Monte, que gravou no 'Universo ao meu Redor' todas as músicas que eu queria cantar agora. tem hora que enche o saco de sempre estar aí pras pessoas e elas nunca estarem aí pra você. pronto, parei com isso: cada um na sua, por favor.


mas tá faltando um pouquinho de paz. tá faltando não ter que fazer força pra sair, pra encontrar amigos. mas quem mandou mudar tanto? quem mandou não se contentar a ficar quieta em Minas? lá é tudo tão mais fácil... já existem os laços, já existe o carinho, já existem amizades leves. a gente é amigo e pronto: vou fazer alguma coisa, vamos? assim: sem força a gente tá junto, rindo, alegre. sofre junto também. lá existe mais laços. talvez aqui sejam mais nós. lá existe o cuidado quando alguém precisa de uma mão. existe meu quarto, existe minha cama, existe colinho de vó... existe uma outra vida que de vez em quando faz uma falta TÃO GRANDE! Falta que me faz repensar decisões, reavaliar possibilidades: será que eu aguento mesmo? mais 5 anos longe? mais 5 anos sem minha raiz? eu consigo fincar uma nova? eu quero isso?



deus me dá uma luz por favor?!?!?! ou jung: me ajuda denovo!!!!


é, sei que tô reclamando demais... tem pesado saber que em mais 1 ano terei 30 anos. penso se conquistei o bastante. penso se não sou acomodada, se não tenho feito tudo errado. 


a dor é minha dor, não é de mais ninguém.


ou como diria minha amiga Camila citando um terceiro (Caio F.): "acontece que eu ainda sou babaca, pateta e ridícula o suficiente para estar procurando O verdadeiro amor"



quarta-feira, 24 de agosto de 2011

se você gostar de mim

maluco isso, ver isso outra vez. uma batalha pra conseguir pensar nele como amigo e de repente, um tanto de sinal aparece. não que sinal seja algo concreto, em que eu possa confiar. mas vi vários lá. o jeitim de falar, de encostar pra conversar... ai meu deus, faz isso denovo comigo não! é um amigo querido, e só! um lindo, quentinho, carinhoso, inteligente, acolhedor amigo querido. e só.


alguém me arranja uma vacina pro amor, faz favor. e uma outra dose extra. pra viagem.



terça-feira, 9 de agosto de 2011

casaa

Casa.


Tem sido algo tão difícil de definir nos últimos tempos. Hoje tive uma prova do que é casa: varias amigas, juntas, num lugar que posso chamar de meu, na minha casa. Pessoas com quem dividi a adolescência bagunçada, uma que mora no Rio, outra em Paris, eu em Brasília... Estar com esse time é sentir em casa, é amar este lugar.


BH: te amo. Amo as pessoas que você criou e colocou no meu caminho. Amo você ter marcado o que eu sou: ainda que tarde, livre.





segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Poderosa?

Amor: coisa difícil. Vem e vai. Volta, sem que a gente queira. De repente, tá ele ali te fazendo chorar: na hora que você se acha forte o bastante pra enfrentar o que vier, vem ele (ou uma lembrança do que ele foi) e te desestrutura. Na hora que você já passou por um outro amor, que ajudou e te mostrar o que você busca, vem o amor antigo (a lá Drummond) e te rouba as estruturas. Mais uma vez, tira seu chão. "Vai ser gauche na vida". Não sei o que vou ser. Não sei o que vou enfrentar pra ser o que quero. Não sei se vou encontrar quem me acompanhe para ser o que quero. Mas sei que você não veio me ver: mais uma vez (quatro anos depois), você não me quis. Pelo menos é assim que eu consigo ver. Me ensina a dançar, a te acompanhar? Quer que te acompanhe? Eu quero. Eu ainda te quero. Ainda sinto saudade. Infelizmente, ainda choro por você. Triste, mas me sinto infeliz por te querer. Sim, meu coração chora, a falta de você. Sim, eu não posso enfrentar essa dor, que se chama amor. Dia a dia pouco a pouco, já estou fica do louca... Volta pra mim, vai? É tanto amor aqui pra te dar...mas TANTO AMOR! Recusa não, vai? From me, to you.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

time will change your ways

Por um acaso, tive que comprar passagens de volta na classe executiva: um dia antes de finalizar a compra das passagens pra viagem de ferias com minha família nos EUA, ainda tinha ida e volta econômica. Atrasei pra comprar! Ou pagávamos um pouco mais e eu ia na executiva ou não ia. Ok, a volta, depois de um semestre lotado, fim de semestre corrido e 15 dias batendo perna em ny vai ter de ser nas poltronas grandes. Ok, I can deal with this. Três taças de vinho e um jantar gigante depois, Madleine Peyroux canta "Don't wait too long" no meu ouvido. Engraçado. Nos últimos anos, não tenho conseguido esperar por nada, não tenho conseguido fazer planos. Acho que não tenho deixado muita coisa passar. Como diz na música: "If you think that time will change your ways, don't wait too long". Pra mim, uma virgianiana, foi muito difícil encarar que, por um tempo, a vida seria isso: no plans. Tenho me virado bem e tenho gostado de como as coisas tem seguido. Vejo muitos amigo com uma vida super estável, programada. Inveja? Nãããooo. Fiz questão de excluir essa palavra da minha vida o máximo possível (nem uso o esmalte lindo 'Inveja Boa' pois não gosto do nome). Apenas escolhas diferentes. Ser 'solta' demais tem suas desvantagens, mas são muitas as vantagens também. Tenho o privilegio de poder arcar com minhas escolhas, tenho como viabilizar as coisas que quero. Passo apertos de grana vez ou outra. Mas tenho uma rotina flexível, estudo algo que amo, viajo quando quero. Escolhas. Saber que a qualquer momento tudo pode mudar ajuda a aproveitar bastante cada momento. Não ao máximo. Me acho muito preguiçosa pra dizer que aproveito TUDO ao máximo. Mas aproveito no meu limite. Putz, talvez viver é isso, né? Aproveitar ao máximo, da melhor forma possível o que te aparece, o que você constrói. Deitar na grama, tirar o sapato, ler quadrinhos, tomar banho cachoeira, brincar com os cachorros, passar tempo com a família, falar besteira, cultivar boas amizades, ouvir rock'n'roll, ir ao show do Ozzy. Falar sem medo que gosto disso tudo sim, que um dia vou ter um sabre de luz (ou um abajour de sabre de luz...). Tanta gente tem medo do simples, de falar, de entender o que sente. Uma pena. Amar esmaltes e maquiagens e querer encontrar uma solução pra uma 'sustentabilidade' (entre aspas, pois o termo é controverso demais...) é antagônico? Sei lá... Sei lá por que exemplificar com isso. Exemplo é bobo. Mas a inquietação é real.

Freak show no Central Park

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Daytripper, yeah

Vontade de escrever pra não deixar passar o sentimento, a emoção, a lágrima. O momento.
Li a Daytripper 1 a mais de um ano atrás. Hoje, em Nova York, primeiro dia sem a família (primeiro dia fazendo o que der na telha), fui a uma Comic Shop. Mais pra conhecer, saber o que tinha por la. Curiosidade. A única revista que eu tinha certeza que ia procurar era a edição completa da Daytripper. Feliz resolução. Comecei a leitura no almoço solitário: ravioli, limonada, café, Cheesecake e Daytripper. Cada pedido servia pra aumentar meu tempo ali, lendo. Quando o garçom colocou o café na mesa (expresso, forte mas com açúcar), li: "there's always peace in a strong cup of coffee". Pronto, tava la. Dali pra frente, referencias seguidas a minha vida, minha infância. O nome Ana, os origamis. Acabando o almoço (e não a revista), cruzei o Central Park a caminho de casa. Resolvi sentar numa sombra e ler mais um pouco. Inicio de uma viagem: pés e bunda na grama (vestido era curto...), sai da Terra. Ri, chorei, fiquei imóvel por vários minutos. No fim, uma palavra: LINDO. Sou uma suspeita grande admiradora dos autores. Mas estou ciente que acabo de ler das coisas mais lindas da minha vida. Como tantos outros leitores (creio), sinto que foi escrito pra mim. Como acontece na historia, sinto que conheço os autores. Assim que acabei de ler, enxuguei as lágrimas e voltei pro mundo. Vi que ele tava diferente. Soube então que tinha passado por um daqueles momentos únicos: os que fazem a vida valer a pena.
Obrigada Fábio, obrigada Gabriel. Por tornarem minha vida mais alegre, mais leve. Por verem de uma forma tão delicada coisas tão difíceis de encarar. Ainda tenho muito o que processar do texto, algumas mortes a identificar no meu caminho. Obrigada por isso. Obrigada Fábio, obrigada Gabriel.
No caminho de casa, ganhei sorrisos.

domingo, 26 de junho de 2011

mais alguém

Sempre tive mania de planejar demais minha vida: viagens, caminhos. Planos, sempre. Nos últimos tempos, aprendi que a surpresa tem seu lugar na vida. E um papel muito importante!

Sexta passada, depois do feriado, acordei, fiz umas coisas que precisava fora de casa, voltei, brinquei com os cachorros. Sentei no computador e me deu uma vontade louca de ir pra Belo Horizonte. Faltou a paz. Em uma hora as passagens já estavam compradas, pra ir dali algumas horas.

Um impulso que veio de uma fragilidade momentânea foi muito gratificante. Deixou clara a fragilidade, a carência.  A falta que algumas coisas têm feito na minha vida. A falta que algumas pessoas têm feito na minha ou até a falta que uma pessoa tem feito na minha vida. Falta não dela, mas do que ela foi pra mim. Foi.

Amigas, festinhas, estudos... me descobri trancada pra fora de casa, fiquei de hóspede na casa de pessoas queridas. E como são queridas! Como é bom ter carinho em volta! De vez em quando, alguém que segure na sua mão e não deixe você estragar um esforço interno de meses. Que te abrace, passe um batom escândalo, e te diga que vai ficar tudo bem. Carinho, amizade, comida boa e bons vinhos. Cura tudo nesse mundo? Curar não sei, mas ajuda a construir a base da cura. Faz a gente ficar feliz!

Obrigada, minhas lindas! Pela conchinha, pelo Ruby Woo, pela mágica.

Mágica mesmo, muita :)

"Agora é hora de vibrar
Mais um romance tem remédio
Vou viajar lá longe tem
O coração de mais alguém"



terça-feira, 14 de junho de 2011

Carta (escancarada) ao homem frouxo

Descaradamente reproduzido, 
Diretamente do blog sincero do admirável Xico Sá
Devotamente tido como uma grande verdade (aferida em campo, quase 29 anos de pesquisa):


"Coragem, meu filho, coragem. Epístola dirigida é comigo mesmo. Como esta, atendendo a pedidos de pelo menos 30 fiéis leitoras do blog. Uma carta, fruto da encomenda afetiva das moças, pelo encorajamento do macho perdido:  
***
Amigas, peço a devida licença para me dirigir exclusivamente aos meus semelhantes de sexo, esses moços, pobre moços, neste panfleto testosteronizado.
Sim, amigas, esses seres que andam tão assustados, fracos e medrosos, beirando a covardia amorosa de fato e de direito.
Destemidas fêmeas, caso observem  que eles não leram, não estão nem ai para a nossa carta aberta, mostrem aos seus homens, namorados ou pretendentes,  esfreguem uma cópia impressa nos narizes insensíveis para os bons cheiros da vida.
Uma cópia colada na tv antes do clássico não funciona. Ele vai esquecer de ler depois.  
Agora falando sério, e só para estes moços, pobres moços:
Amigos, chega dessa pasmaceira, chega dessa eterna covardia amorosa. Amigos, se vocês soubessem o que elas andam falando por ai. Horrores ao nosso respeito.
O pior é que elas estão cobertas de razão como umas Marias Antonietas cobertas de longos e impenetráveis vestidos.
Caros, estamos sendo tachados simplesmente de frouxos, medrosos, ensaios de macho, rascunhos de homens, além de tolos, como quase sempre somos, uns Joões Sorrisões, como esse boneca panaca dos gols da rodada.
Prestem atenção, amigos, faz sentido o que elas dizem. A maioria de nós anda correndo delas diante do menor sinal de vínculo, diante da menor intimidade, logo após a primeira ou segunda manhã de sexo. O que é isso companheiros? Fugir à melhor das lutas?
Nem vou falar na clássica falta de educação do dia seguinte. Aí já é nosso paleolítico, história datada. Como sim um lacônico SMS - “noite linda,gracias!”- fosse nos tirar pedaço. Francamente, hombres.
Delicadeza, macho,  não custa nada, não terá nem mesmo que roubar ou quebrar teu infantil porquinho de economias.
Amigos, estamos errados quando pensamos que elas querem urgentemente nos levar ao altar ou juntar os trapos urgentemente. Nos enganamos. Erramos feio. Em muitas vezes, elas querem apenas o que nós também queremos: uma bela noitada!
Por que praticamente exigimos uma segunda chance apenas quando falhamos, quando brochamos, algo demasiadamente humano? Ah, eis o ego do macho, o macho ferido por não ter sido o garanhão que se imagina na cama.
Sim, muitas querem um bom relacionamento, uma história com firmes laços afetivos. Primeiro que esse desejo é legítimo, lindo, está longe de ser um crime, e além do mais pode ser ótimo para todos nós.
Enquanto permanecermos com esse medinho de homem, nesse eterno e repetido “estou confuso” –“eu tô CAFUSO”, como dizia Didi Mocó!-, a vida passa e perdemos mil oportunidades de viver, no mínimo, bons momentos do gozo e da felicidade de varejo possível. Afinal de contas para que estamos sobre a terra, apenas para morrer de trabalhar e enfartar com a final do campeonato?
Amigos, mulher não é pra medo, é para nos dar o melhor da existência. Nada melhor do que a lição franciscana do “é dando que se recebe”, como cai bem nessa hora.
Amigos, até sexo pra valer, aquele de arrepiar, só vem com a intimidade, os segredos da alcova, as pornodevoções,  o desejo forte que impede até o ato que mais odiamos, a velha brochada da qual tratamos aí acima.
Caros, esqueçamos até mesmo o temor de decepcioná-las, no caso dos exemplares mais generosos do nosso clube.
Não há decepção maior no mundo do que a nossa covardia em fugir do que poderia representar os bons momentos da felicidade possível, repito, não a felicidade utópica, que é bem polêmica, mas a felicidade que escapa covardemente entre nossos dedos a toda hora.
Acordemos, amigos homens!
Rapazes, o amor acaba, o amor acaba em qualquer esquina, de qualquer estação, depois do teatro, a qualquer momento, como dizia Paulo Mendes Campos, mas ter medo de enfrentá-lo é ir desta para a outra mascando o jiló do desprazer e da falta de apetite na vida.
Falta de vergonha na cara e de se permitir ser chamado de homem para valer e de verdade.
Escrito por Xico Sá às 21h45"

domingo, 12 de junho de 2011

terça-feira, 7 de junho de 2011

nove dias

*play na música ali embaixo...


"Se faltar carinho, ninho
Se tiver insônia, sonha
Se faltar a paz
Se faltar a paz, Minas Gerais"


hoje, mais uma vez, o shuffle do iPod entendeu o que eu precisava ouvir.
sabia que seria um dia super carregado, mas acordei com minha cachorra fazendo barulho de madruga e quase que não durmo depois. começei a pensar na falta que faz um carinho. tive insônia, tentei sonhar. chorei. tá faltando a paz, tá faltando Minas Gerais.

"Se encontrar algum destino
Para solidão tamanha
Se faltar a paz
Se faltar a paz, Minas Gerais"


o que fazer quando bate uma solidão assim? quando as coisas perdem um poquinho da graça, mas nada de espacinho na agenda? nada de conseguir abstrair, de conseguir não atropelar as coisas. não que o problema seja o lugar: solidão acompanha seja lá onde for. mas tá faltando a paz, tá faltando Minas Gerais.

"Se você ficar sozinho
Pega a solidão e dança
Se faltar a paz
Se faltar a paz, Minas Gerais"


pegar a solidão e dançar. a dança da solidão: danço eu dança você, já diriam outros. mas e se ela pisa no meu pé? se essa maldita dessa solidão consegue me colocar pra baixo? como que levanta, como que muda isso? tá faltando a paz, tá faltando Minas Gerais.

se tiver vontade chama? não, melhor não
desaparecer no vento? era tudo o que eu queria agora: dar um nó na imensidão do tempo, pular pra quinta que vem. e por que? porque, entre outras coisas, tá faltando a paz, tá faltando Minas Gerais.



ps.: música do último CD do Marcelo camelo, composta em parceria com o Dahmer, do www.malvados.com.br