sábado, 26 de março de 2011

sem solução

Vontade louca de sumir, vontade louca de que tudo fosse diferente.

Mais uma vez: gostei mais dele do que ele de mim. Era bom demais pra ser verdade.

Encontrei alguém que valeu a pena tentar, e mais uma vez, não deu certo. Por quanto tempo ainda nada vai dar certo? Porque as coisas nunca acontecem na hora certa comigo? Bate uma certeza de que eu realmente não devo fazer por onde, que não sirvo pra isso. Achou que dessa vez ia dar certo? Com um cara legal? I-LU-DI-DA. Bobinha, tolinha, inocente e carente. E agora, sozinha. Cadê a Guida?

Vontade louca de desistir de tentar, vontade louca de me bastar e pronto.

"Logo passa", "a fila anda". Quero nada disso não: quero colo, quero cafuné, quero carinho. Quero ele, quero essa última noite, nem que seja pra manter um pouquinho mais a ilusão de que ele me quer, nem que seja  pra sentir qualquer outra coisa que não seja esse aperto.

Dessa vez vale a fisgada dessa dor, cabe como rima de poema. Mas de que adianta: não me quer. E pronto. 


"Eu quero paz e arroz
O amor é bom e vem depois"






sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

When I get scared

Veio tudo seguindo a insegurança. Falar pouco é cômodo, é fácil. Mas fica muita coisa no ar. O friozinho constante gostoso na barriga virou uma geleira pesada e incomoda na barriga...


Da insegurança, veio o medo: medo de você me esquecer, medo de que tenha sido passageiro.  Medo de acabar pegajosa demais, de virar uma chata egoísta inconveniente. Medo disso tudo ser mania de perseguição: medo de estar no processo de ficar meio maluca. Medo de falar o que eu to sentindo, medo de ser amor. Amor deixa as pessoas malucas? Vai ver é isso, não sei… Já diria a Madeleine:
 “I don't know what love is/I'm selfish and lazy/And when I get scared I can act like I'm crazy
Sei que tem muita coisa a ser organizada, muita coisa a ser feita, muita gente pra ver. Deu medo também de, no meio disso tudo, ficar de lado: tanto agora quanto depois. Medo de você não querer a barra que vem, a barra que vai piorar daqui a pouco: 821 quilômetros, 9 horas e 38 minutos. E sério: se não cuidar, se não cultivar, nada aguenta. Ninguém aguenta. Sem perseguir, sem neura, mas com carinho e com atenção. E tem que ser junto...


 Sempre fui eu a pessoa do casal a se mudar. Sempre achei que ir embora era muito difícil: você fica sozinho, num lugar diferente, tendo uma rotina nova, adaptando a cidade, as pessoas. Descobri que ficar é muito mais difícil. O vazio fica na vida de quem fica. O lugar é o mesmo, as pessoas são as mesmas, a rotina é a mesma. Fica um buraco doído. Noites sem filminho, sem cafuné, sem colo, sem risada. Sem graça. Sem você.

Com esse medo todo, tá difícil não ficar com os olhos mareados, tá difícil ficar parada sem chorar. De respirar dói. Acredite: estou muito feliz por tudo que você conquistou. Um pouco em dúvida se tenho direito de sentir orgulho, é tudo tão novo. Se você ler esse texto (se eu tomar coragem e te mostrar): sei que falar isso tudo agora faz de mim sim uma chata egoísta inconveniente. Das piores. Desculpa, tá muito difícil pensar com calma depois que você entrou na minha vida e levou meu coraçãozinho embora. É muito difícil ser racional.

Desculpa, chuchu.





sexta-feira, 21 de maio de 2010

#FAIL

São meses de avaliação. Do que é voltar pra cá, do que é viver aqui.
ADORO viver aqui. Por mais que seja quase estrangeira aqui, feels like home. Trânsito é uma merda, mas me faz pensar: não sei ainda o que eu quero, mas tenho certeza do que eu NÃO quero. Quero coisas novas, quero mudar de área. Quero novos ares. Na verdade mesmo, quero voltar no tempo, e poder fazer mudanças numa hora crucial. Não consigo me desfazer do sentimento de que é tarde demais, de que segui o rumo errado. E putz, como dói saber disso. Como dói saber que fui covarde, e que por medo de não me decepcionar, acabei optando por caminhos mais fáceis. Segui o ritmo, e só hoje vejo isso como o atalho que tomei. MTF atalho. Quero meus vinte anos de volta, quero começar denovo. Chega de ver pessoas que são mais novas que eu e dominam algo que acho que nunca vou chegar lá. Merda de sentimento de falha.

#AnitaFails

sexta-feira, 19 de março de 2010

... e quase 10 anos depois...

PUTZ!
10 anos depois e cá estou eu de volta a BH.
Amo esta cidade, amo as pessoas daqui. Ver que ainda tenho amigos queridos aqui me faz muito bem...


E saber que amanhã tem um chorinho pra chorar as mágoas também!!

Quem te conhece não esqueça jamais...

domingo, 13 de dezembro de 2009

Epifania

Enfim descobri porque as palavras "sexo" e "Rock´n´roll" são vistas juntas com tanta frequencia...

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Amo estes remédios que me fazem amar

INSANO.

Não acho outra palavra pra descrever o que passei hoje.

Tenho grupos diferentes de amigos. É muito nítido que em alguns não posso falar algumas coisas, pois "impressionariam" algumas pessoas. Em outros, sei que pessoas medem palavras pra não me impressionar.
Pois bem. Hoje saí com amigas do grupo em que EU precisaria medir palavras. Qual não foi minha surpresa em ver que, dali, eu era quem mais tinha uma noção da realidade corrente.
Explico: uma delas, teve crise de ansiedade e síndrome do pânico. Muito moderna. Se encheu de remédio e não pode beber senão arranca a roupa em público. A outra toma alguns remédios para depressão. Elas inclusive trocam receitas.
Ok, já estive com o pé na beirinha da depressão. Sei bem que para cair em fugas (remédios, álcool - "o gelol da alma") é muito, mas MUITO fácil. Mas nunca perdi e nunca quis perder minha noção de realidade. Sempre que quis ou precisei sair da minha consciência, ironicamente, fiz isso conscientemente. Sabia que depois teria  que enfrentar o mundo inteiro pela frente... sendo ele lindo ou não. E haja fígado para aguenta-lo! Atualmente, quase sempre ou não.
Cadê a coragem de enfrentar as coisas? De admitir que precisamos de ajuda, mas que ela não precisa vir só de químicos?
Parece que andaram perdendo as FORÇAS, a vontade de lutar. Ninguém precisa (nem deve) lutar sozinho, achar que dá conta de tudo sozinho. Mas muletas servem pra dar o primero passo, e não pra sustentar pra sempre (devaneio mór: tem dia que penso que o que falta pra algumas pessoas é uma semana na roça. Acordando cedo, tirando leite, formando pasto, juntando gado, consertando curral... Coisas que dão uma certa noção do todo, de como as coisas começam, de como a vida não precisa ser tão difícil, só ser felizmente vivida).

"Admirar de longe é bom, mas viver de perto, mesmo com os problemas, é melhor."

Viva seus problemas, enfrente seus problemas. Não digo que depois fica mais fácil, mas ao menos você aprende a enfrentar. Aprende a "dar o salto em direção ao querer", a saber o que VOCÊ quer. Você em sua forma inalterada. 

terça-feira, 3 de novembro de 2009

qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência

O que eu mais gosto de ter um lugarzinho pra escrever é o descompromisso. Aqui, posso escrever quando quiser, o que quiser, do jeito que quiser, sem medo. Dizer que minhas idéias não surgem das coisas que eu vivo é bobeira. Agora, dizer que só escrevo sobre situações por que passei é exagero.
Portanto, nada aqui é inteiramente verdade. E nem inteiramente criado.
Como qualquer outra pessoa, o material que tenho pra me inspirar é a minha vida. A minha grande brincadeira atualmente tem sido pegar um fato, um sentimento, uma idéiazinha que surge e tentar extrapolar, ir além. Criar encima daquilo. Conseguir colocar no papel (ou na tela no computador, ou na do celular...) um devaneio meu tem sido uma experiência fantástica. E continuar divagando!  Pensar no "e se...". E inserir coisas do dia-dia, e incrementar com o que podia ter sido, ou o que sentir em determinada situação hipotética... é bem legal. E tem sido bem válido. Válido pra mim, não sei se pra quem lê (se é que alguém lê...). Descobri que se não começasse, nunca saberia se sei ou não organizar minhas idéias. Sei que ainda não está bom, mas o único jeito de melhorar é a prática. Ao menos, tenho praticado.

Tenho buscado a liberdade na minha vida, em vários aspectos. A liberdade de escrever inclusive. E como ela pode ser bela.