sábado, 15 de outubro de 2011

solidão apavora



dá medo ficar sozinho. passa tudo que é coisa pela cabeça. mas o medo parece um pouco fome: vem forte, depois passa. daí vem a paz. hoje passei o dia sozinha, tranquilamente sozinha. saiu muita coisa boa: muita conclusão boa, muita constatação boa. transformar isso tudo em movimento é o próximo passo: mover, agir, colocar o meu mundo pra girar. pensar mais em mim, cuidar mais de mim. tem isso: minha solidão traz um egoismozinho. não egoísmo, mas aquela horinha de te colocar no centro. afinal, você é sim o centro da sua vida.


de uma sexta derrotista pra um sábado reflexivo, vi que algumas coisas têm sim salvação. vi que não sou tão fraca quanto sempre acho que sou, que não preciso fugir tanto das dúvidas: encara, resolve. que cresci sim nos últimos tempos, mas que não tenho mostrado isso muito. o lado moleca anda tão aflorado que me faz esquecer que eu não sou só isso. na beiradinha dos 30, ainda não consigo me ver como mulher. uma menina. mas já tem uma estradinha aqui atrás pra embasar a mulher. pode ainda não ter minha família humana (só a canina), mas tem mudanças, tem coragem, tem amizades, carinho, dedicação. falta recolocar alguns desses elementos de novo na vivência, mas eles tão aqui dentro. eu já vi. mas ainda me falta o que eu não vi, o novo. criar, pesquisar, ler, ter idéias! isso anda gerando a angustia da vez. bola pra frente e firmeza no decote.

da solidão veio a paz. em boa hora. que ela traga a luz e o movimento.

e que traga mais música, mais alegria. que deixe a solidão lá fora. tomando chuva.







terça-feira, 11 de outubro de 2011

hey dude



Nunca culpo a cerveja (ou o mojito, ou seja lá o que for) por nada que acontece ou nada que eu faço. Hoje me vi criando expectativa, uma pequena expectativa - é verdade, pra algo que jurei nunca esperar nada. Talvez não expectativa, mas vontade de sair de casa e ver que criei uma dependência de companhia. Putz, é essa a exata hora que bate a questão: o que eu tô fazendo aqui? Pra quê ficar longe de casa, pra quê inventar moda e acabar tomando minha(s) stella artois sozinha em casa vendo jogo merda da seleção Brasileira? Quero rua quero ver gente. Quero amigos pra estar junto. 

Pensando bem, por um lado consegui um objetivo: criei uma expectativa em cima da amizade, não em cima de qualquer outra coisa. Fico muito feliz por isso. Mas esperei sim: uma resposta pelo menos. Mas tudo pode ter se confundido, tudo pode ter sido entendido errado, tudo pode ter acabado sendo interpretado como uma faisquinha de um sentimento que não existe. Não existe pois estou cuidando muito para ele não existir. Acho que tô conseguindo. Acho não, estou: não tá doendo, não tem choro. Apesar da TPM, não tem choro. 

Tem uma constatação: body moving. The movement you need is on your shoulder. 

Só depende de mim. 


Sempre.

Hora de ir atrás da minha alma nova. Hora de achar o que me faz feliz.
Achar quem me faz feliz.


Sempre é hora disso.


Sempre.




quinta-feira, 8 de setembro de 2011

alguém me avisou pra pisar nesse chão devagarinho

tenho me sentido um pouco igual a uma música do Legião Urbana: parece TPM, mas é só tristeza. Pode ser inferno astral. Acho que são lágrimas e tormentos. Vai saber?

vontade agora? de não ter que ver mr. pink e mr. white nunca mais na vida, de saber que mr.brown arranjou uma namorada e tá mais longe do que achei que estava. vontade de conhecer o mr. blonde e parar de ficar com ciúminho desses amigos. porque sim: sempre viram amigos e eu sempre passo mal sofro por isso. sempre sofro um pouquinho com isso, sempre vejo eles apaixonados por outras moças lindas. chega né? e eles não tem nada com isso: é piração minha. minha e da Marisa Monte, que gravou no 'Universo ao meu Redor' todas as músicas que eu queria cantar agora. tem hora que enche o saco de sempre estar aí pras pessoas e elas nunca estarem aí pra você. pronto, parei com isso: cada um na sua, por favor.


mas tá faltando um pouquinho de paz. tá faltando não ter que fazer força pra sair, pra encontrar amigos. mas quem mandou mudar tanto? quem mandou não se contentar a ficar quieta em Minas? lá é tudo tão mais fácil... já existem os laços, já existe o carinho, já existem amizades leves. a gente é amigo e pronto: vou fazer alguma coisa, vamos? assim: sem força a gente tá junto, rindo, alegre. sofre junto também. lá existe mais laços. talvez aqui sejam mais nós. lá existe o cuidado quando alguém precisa de uma mão. existe meu quarto, existe minha cama, existe colinho de vó... existe uma outra vida que de vez em quando faz uma falta TÃO GRANDE! Falta que me faz repensar decisões, reavaliar possibilidades: será que eu aguento mesmo? mais 5 anos longe? mais 5 anos sem minha raiz? eu consigo fincar uma nova? eu quero isso?



deus me dá uma luz por favor?!?!?! ou jung: me ajuda denovo!!!!


é, sei que tô reclamando demais... tem pesado saber que em mais 1 ano terei 30 anos. penso se conquistei o bastante. penso se não sou acomodada, se não tenho feito tudo errado. 


a dor é minha dor, não é de mais ninguém.


ou como diria minha amiga Camila citando um terceiro (Caio F.): "acontece que eu ainda sou babaca, pateta e ridícula o suficiente para estar procurando O verdadeiro amor"



quarta-feira, 24 de agosto de 2011

se você gostar de mim

maluco isso, ver isso outra vez. uma batalha pra conseguir pensar nele como amigo e de repente, um tanto de sinal aparece. não que sinal seja algo concreto, em que eu possa confiar. mas vi vários lá. o jeitim de falar, de encostar pra conversar... ai meu deus, faz isso denovo comigo não! é um amigo querido, e só! um lindo, quentinho, carinhoso, inteligente, acolhedor amigo querido. e só.


alguém me arranja uma vacina pro amor, faz favor. e uma outra dose extra. pra viagem.



terça-feira, 9 de agosto de 2011

casaa

Casa.


Tem sido algo tão difícil de definir nos últimos tempos. Hoje tive uma prova do que é casa: varias amigas, juntas, num lugar que posso chamar de meu, na minha casa. Pessoas com quem dividi a adolescência bagunçada, uma que mora no Rio, outra em Paris, eu em Brasília... Estar com esse time é sentir em casa, é amar este lugar.


BH: te amo. Amo as pessoas que você criou e colocou no meu caminho. Amo você ter marcado o que eu sou: ainda que tarde, livre.





segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Poderosa?

Amor: coisa difícil. Vem e vai. Volta, sem que a gente queira. De repente, tá ele ali te fazendo chorar: na hora que você se acha forte o bastante pra enfrentar o que vier, vem ele (ou uma lembrança do que ele foi) e te desestrutura. Na hora que você já passou por um outro amor, que ajudou e te mostrar o que você busca, vem o amor antigo (a lá Drummond) e te rouba as estruturas. Mais uma vez, tira seu chão. "Vai ser gauche na vida". Não sei o que vou ser. Não sei o que vou enfrentar pra ser o que quero. Não sei se vou encontrar quem me acompanhe para ser o que quero. Mas sei que você não veio me ver: mais uma vez (quatro anos depois), você não me quis. Pelo menos é assim que eu consigo ver. Me ensina a dançar, a te acompanhar? Quer que te acompanhe? Eu quero. Eu ainda te quero. Ainda sinto saudade. Infelizmente, ainda choro por você. Triste, mas me sinto infeliz por te querer. Sim, meu coração chora, a falta de você. Sim, eu não posso enfrentar essa dor, que se chama amor. Dia a dia pouco a pouco, já estou fica do louca... Volta pra mim, vai? É tanto amor aqui pra te dar...mas TANTO AMOR! Recusa não, vai? From me, to you.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

time will change your ways

Por um acaso, tive que comprar passagens de volta na classe executiva: um dia antes de finalizar a compra das passagens pra viagem de ferias com minha família nos EUA, ainda tinha ida e volta econômica. Atrasei pra comprar! Ou pagávamos um pouco mais e eu ia na executiva ou não ia. Ok, a volta, depois de um semestre lotado, fim de semestre corrido e 15 dias batendo perna em ny vai ter de ser nas poltronas grandes. Ok, I can deal with this. Três taças de vinho e um jantar gigante depois, Madleine Peyroux canta "Don't wait too long" no meu ouvido. Engraçado. Nos últimos anos, não tenho conseguido esperar por nada, não tenho conseguido fazer planos. Acho que não tenho deixado muita coisa passar. Como diz na música: "If you think that time will change your ways, don't wait too long". Pra mim, uma virgianiana, foi muito difícil encarar que, por um tempo, a vida seria isso: no plans. Tenho me virado bem e tenho gostado de como as coisas tem seguido. Vejo muitos amigo com uma vida super estável, programada. Inveja? Nãããooo. Fiz questão de excluir essa palavra da minha vida o máximo possível (nem uso o esmalte lindo 'Inveja Boa' pois não gosto do nome). Apenas escolhas diferentes. Ser 'solta' demais tem suas desvantagens, mas são muitas as vantagens também. Tenho o privilegio de poder arcar com minhas escolhas, tenho como viabilizar as coisas que quero. Passo apertos de grana vez ou outra. Mas tenho uma rotina flexível, estudo algo que amo, viajo quando quero. Escolhas. Saber que a qualquer momento tudo pode mudar ajuda a aproveitar bastante cada momento. Não ao máximo. Me acho muito preguiçosa pra dizer que aproveito TUDO ao máximo. Mas aproveito no meu limite. Putz, talvez viver é isso, né? Aproveitar ao máximo, da melhor forma possível o que te aparece, o que você constrói. Deitar na grama, tirar o sapato, ler quadrinhos, tomar banho cachoeira, brincar com os cachorros, passar tempo com a família, falar besteira, cultivar boas amizades, ouvir rock'n'roll, ir ao show do Ozzy. Falar sem medo que gosto disso tudo sim, que um dia vou ter um sabre de luz (ou um abajour de sabre de luz...). Tanta gente tem medo do simples, de falar, de entender o que sente. Uma pena. Amar esmaltes e maquiagens e querer encontrar uma solução pra uma 'sustentabilidade' (entre aspas, pois o termo é controverso demais...) é antagônico? Sei lá... Sei lá por que exemplificar com isso. Exemplo é bobo. Mas a inquietação é real.

Freak show no Central Park