a idéia é ser um lugar pra escrever algumas das coisinhas que passam na minha cabeça. antes, uns anos atrás, eu fazia isso num caderno que eu acabei perdendo num ônibus em BH. aqui eu não perco! pelo menos em tese...
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Poderosa?
Amor: coisa difícil. Vem e vai. Volta, sem que a gente queira. De repente, tá ele ali te fazendo chorar: na hora que você se acha forte o bastante pra enfrentar o que vier, vem ele (ou uma lembrança do que ele foi) e te desestrutura. Na hora que você já passou por um outro amor, que ajudou e te mostrar o que você busca, vem o amor antigo (a lá Drummond) e te rouba as estruturas. Mais uma vez, tira seu chão. "Vai ser gauche na vida". Não sei o que vou ser. Não sei o que vou enfrentar pra ser o que quero. Não sei se vou encontrar quem me acompanhe para ser o que quero. Mas sei que você não veio me ver: mais uma vez (quatro anos depois), você não me quis. Pelo menos é assim que eu consigo ver. Me ensina a dançar, a te acompanhar? Quer que te acompanhe? Eu quero. Eu ainda te quero. Ainda sinto saudade. Infelizmente, ainda choro por você. Triste, mas me sinto infeliz por te querer. Sim, meu coração chora, a falta de você. Sim, eu não posso enfrentar essa dor, que se chama amor. Dia a dia pouco a pouco, já estou fica do louca... Volta pra mim, vai? É tanto amor aqui pra te dar...mas TANTO AMOR! Recusa não, vai? From me, to you.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
time will change your ways
Por um acaso, tive que comprar passagens de volta na classe executiva: um dia antes de finalizar a compra das passagens pra viagem de ferias com minha família nos EUA, ainda tinha ida e volta econômica. Atrasei pra comprar! Ou pagávamos um pouco mais e eu ia na executiva ou não ia. Ok, a volta, depois de um semestre lotado, fim de semestre corrido e 15 dias batendo perna em ny vai ter de ser nas poltronas grandes. Ok, I can deal with this. Três taças de vinho e um jantar gigante depois, Madleine Peyroux canta "Don't wait too long" no meu ouvido. Engraçado. Nos últimos anos, não tenho conseguido esperar por nada, não tenho conseguido fazer planos. Acho que não tenho deixado muita coisa passar. Como diz na música: "If you think that time will change your ways, don't wait too long". Pra mim, uma virgianiana, foi muito difícil encarar que, por um tempo, a vida seria isso: no plans. Tenho me virado bem e tenho gostado de como as coisas tem seguido. Vejo muitos amigo com uma vida super estável, programada. Inveja? Nãããooo. Fiz questão de excluir essa palavra da minha vida o máximo possível (nem uso o esmalte lindo 'Inveja Boa' pois não gosto do nome). Apenas escolhas diferentes. Ser 'solta' demais tem suas desvantagens, mas são muitas as vantagens também. Tenho o privilegio de poder arcar com minhas escolhas, tenho como viabilizar as coisas que quero. Passo apertos de grana vez ou outra. Mas tenho uma rotina flexível, estudo algo que amo, viajo quando quero. Escolhas. Saber que a qualquer momento tudo pode mudar ajuda a aproveitar bastante cada momento. Não ao máximo. Me acho muito preguiçosa pra dizer que aproveito TUDO ao máximo. Mas aproveito no meu limite. Putz, talvez viver é isso, né? Aproveitar ao máximo, da melhor forma possível o que te aparece, o que você constrói. Deitar na grama, tirar o sapato, ler quadrinhos, tomar banho cachoeira, brincar com os cachorros, passar tempo com a família, falar besteira, cultivar boas amizades, ouvir rock'n'roll, ir ao show do Ozzy. Falar sem medo que gosto disso tudo sim, que um dia vou ter um sabre de luz (ou um abajour de sabre de luz...). Tanta gente tem medo do simples, de falar, de entender o que sente. Uma pena. Amar esmaltes e maquiagens e querer encontrar uma solução pra uma 'sustentabilidade' (entre aspas, pois o termo é controverso demais...) é antagônico? Sei lá... Sei lá por que exemplificar com isso. Exemplo é bobo. Mas a inquietação é real.
| Freak show no Central Park |
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Daytripper, yeah
Vontade de escrever pra não deixar passar o sentimento, a emoção, a lágrima. O momento.
Li a Daytripper 1 a mais de um ano atrás. Hoje, em Nova York, primeiro dia sem a família (primeiro dia fazendo o que der na telha), fui a uma Comic Shop. Mais pra conhecer, saber o que tinha por la. Curiosidade. A única revista que eu tinha certeza que ia procurar era a edição completa da Daytripper. Feliz resolução. Comecei a leitura no almoço solitário: ravioli, limonada, café, Cheesecake e Daytripper. Cada pedido servia pra aumentar meu tempo ali, lendo. Quando o garçom colocou o café na mesa (expresso, forte mas com açúcar), li: "there's always peace in a strong cup of coffee". Pronto, tava la. Dali pra frente, referencias seguidas a minha vida, minha infância. O nome Ana, os origamis. Acabando o almoço (e não a revista), cruzei o Central Park a caminho de casa. Resolvi sentar numa sombra e ler mais um pouco. Inicio de uma viagem: pés e bunda na grama (vestido era curto...), sai da Terra. Ri, chorei, fiquei imóvel por vários minutos. No fim, uma palavra: LINDO. Sou uma suspeita grande admiradora dos autores. Mas estou ciente que acabo de ler das coisas mais lindas da minha vida. Como tantos outros leitores (creio), sinto que foi escrito pra mim. Como acontece na historia, sinto que conheço os autores. Assim que acabei de ler, enxuguei as lágrimas e voltei pro mundo. Vi que ele tava diferente. Soube então que tinha passado por um daqueles momentos únicos: os que fazem a vida valer a pena.
Obrigada Fábio, obrigada Gabriel. Por tornarem minha vida mais alegre, mais leve. Por verem de uma forma tão delicada coisas tão difíceis de encarar. Ainda tenho muito o que processar do texto, algumas mortes a identificar no meu caminho. Obrigada por isso. Obrigada Fábio, obrigada Gabriel.
No caminho de casa, ganhei sorrisos.

domingo, 26 de junho de 2011
mais alguém
Sempre tive mania de planejar demais minha vida: viagens, caminhos. Planos, sempre. Nos últimos tempos, aprendi que a surpresa tem seu lugar na vida. E um papel muito importante!
Sexta passada, depois do feriado, acordei, fiz umas coisas que precisava fora de casa, voltei, brinquei com os cachorros. Sentei no computador e me deu uma vontade louca de ir pra Belo Horizonte. Faltou a paz. Em uma hora as passagens já estavam compradas, pra ir dali algumas horas.
Um impulso que veio de uma fragilidade momentânea foi muito gratificante. Deixou clara a fragilidade, a carência. A falta que algumas coisas têm feito na minha vida. A falta que algumas pessoas têm feito na minha ou até a falta que uma pessoa tem feito na minha vida. Falta não dela, mas do que ela foi pra mim. Foi.
Amigas, festinhas, estudos... me descobri trancada pra fora de casa, fiquei de hóspede na casa de pessoas queridas. E como são queridas! Como é bom ter carinho em volta! De vez em quando, alguém que segure na sua mão e não deixe você estragar um esforço interno de meses. Que te abrace, passe um batom escândalo, e te diga que vai ficar tudo bem. Carinho, amizade, comida boa e bons vinhos. Cura tudo nesse mundo? Curar não sei, mas ajuda a construir a base da cura. Faz a gente ficar feliz!
Obrigada, minhas lindas! Pela conchinha, pelo Ruby Woo, pela mágica.
![]() |
| Mágica mesmo, muita :) |
"Agora é hora de vibrar
Mais um romance tem remédio
Vou viajar lá longe tem
O coração de mais alguém"
terça-feira, 14 de junho de 2011
Carta (escancarada) ao homem frouxo
Descaradamente reproduzido,
Diretamente do blog sincero do admirável Xico Sá
Devotamente tido como uma grande verdade (aferida em campo, quase 29 anos de pesquisa):
"Coragem, meu filho, coragem. Epístola dirigida é comigo mesmo. Como esta, atendendo a pedidos de pelo menos 30 fiéis leitoras do blog. Uma carta, fruto da encomenda afetiva das moças, pelo encorajamento do macho perdido:
Diretamente do blog sincero do admirável Xico Sá
Devotamente tido como uma grande verdade (aferida em campo, quase 29 anos de pesquisa):
"Coragem, meu filho, coragem. Epístola dirigida é comigo mesmo. Como esta, atendendo a pedidos de pelo menos 30 fiéis leitoras do blog. Uma carta, fruto da encomenda afetiva das moças, pelo encorajamento do macho perdido:
***
Amigas, peço a devida licença para me dirigir exclusivamente aos meus semelhantes de sexo, esses moços, pobre moços, neste panfleto testosteronizado.
Sim, amigas, esses seres que andam tão assustados, fracos e medrosos, beirando a covardia amorosa de fato e de direito.
Destemidas fêmeas, caso observem que eles não leram, não estão nem ai para a nossa carta aberta, mostrem aos seus homens, namorados ou pretendentes, esfreguem uma cópia impressa nos narizes insensíveis para os bons cheiros da vida.
Uma cópia colada na tv antes do clássico não funciona. Ele vai esquecer de ler depois.
Agora falando sério, e só para estes moços, pobres moços:
Amigos, chega dessa pasmaceira, chega dessa eterna covardia amorosa. Amigos, se vocês soubessem o que elas andam falando por ai. Horrores ao nosso respeito.
O pior é que elas estão cobertas de razão como umas Marias Antonietas cobertas de longos e impenetráveis vestidos.
Caros, estamos sendo tachados simplesmente de frouxos, medrosos, ensaios de macho, rascunhos de homens, além de tolos, como quase sempre somos, uns Joões Sorrisões, como esse boneca panaca dos gols da rodada.
Prestem atenção, amigos, faz sentido o que elas dizem. A maioria de nós anda correndo delas diante do menor sinal de vínculo, diante da menor intimidade, logo após a primeira ou segunda manhã de sexo. O que é isso companheiros? Fugir à melhor das lutas?
Nem vou falar na clássica falta de educação do dia seguinte. Aí já é nosso paleolítico, história datada. Como sim um lacônico SMS - “noite linda,gracias!”- fosse nos tirar pedaço. Francamente, hombres.
Delicadeza, macho, não custa nada, não terá nem mesmo que roubar ou quebrar teu infantil porquinho de economias.
Amigos, estamos errados quando pensamos que elas querem urgentemente nos levar ao altar ou juntar os trapos urgentemente. Nos enganamos. Erramos feio. Em muitas vezes, elas querem apenas o que nós também queremos: uma bela noitada!
Por que praticamente exigimos uma segunda chance apenas quando falhamos, quando brochamos, algo demasiadamente humano? Ah, eis o ego do macho, o macho ferido por não ter sido o garanhão que se imagina na cama.
Sim, muitas querem um bom relacionamento, uma história com firmes laços afetivos. Primeiro que esse desejo é legítimo, lindo, está longe de ser um crime, e além do mais pode ser ótimo para todos nós.
Enquanto permanecermos com esse medinho de homem, nesse eterno e repetido “estou confuso” –“eu tô CAFUSO”, como dizia Didi Mocó!-, a vida passa e perdemos mil oportunidades de viver, no mínimo, bons momentos do gozo e da felicidade de varejo possível. Afinal de contas para que estamos sobre a terra, apenas para morrer de trabalhar e enfartar com a final do campeonato?
Amigos, mulher não é pra medo, é para nos dar o melhor da existência. Nada melhor do que a lição franciscana do “é dando que se recebe”, como cai bem nessa hora.
Amigos, até sexo pra valer, aquele de arrepiar, só vem com a intimidade, os segredos da alcova, as pornodevoções, o desejo forte que impede até o ato que mais odiamos, a velha brochada da qual tratamos aí acima.
Caros, esqueçamos até mesmo o temor de decepcioná-las, no caso dos exemplares mais generosos do nosso clube.
Não há decepção maior no mundo do que a nossa covardia em fugir do que poderia representar os bons momentos da felicidade possível, repito, não a felicidade utópica, que é bem polêmica, mas a felicidade que escapa covardemente entre nossos dedos a toda hora.
Acordemos, amigos homens!
Rapazes, o amor acaba, o amor acaba em qualquer esquina, de qualquer estação, depois do teatro, a qualquer momento, como dizia Paulo Mendes Campos, mas ter medo de enfrentá-lo é ir desta para a outra mascando o jiló do desprazer e da falta de apetite na vida.
Falta de vergonha na cara e de se permitir ser chamado de homem para valer e de verdade.
Escrito por Xico Sá às 21h45"
domingo, 12 de junho de 2011
terça-feira, 7 de junho de 2011
nove dias
*play na música ali embaixo...
"Se faltar carinho, ninho
Se tiver insônia, sonha
Se faltar a paz
Se faltar a paz, Minas Gerais"
hoje, mais uma vez, o shuffle do iPod entendeu o que eu precisava ouvir.
sabia que seria um dia super carregado, mas acordei com minha cachorra fazendo barulho de madruga e quase que não durmo depois. começei a pensar na falta que faz um carinho. tive insônia, tentei sonhar. chorei. tá faltando a paz, tá faltando Minas Gerais.
"Se encontrar algum destino
Para solidão tamanhaSe faltar a paz
Se faltar a paz, Minas Gerais"
o que fazer quando bate uma solidão assim? quando as coisas perdem um poquinho da graça, mas nada de espacinho na agenda? nada de conseguir abstrair, de conseguir não atropelar as coisas. não que o problema seja o lugar: solidão acompanha seja lá onde for. mas tá faltando a paz, tá faltando Minas Gerais.
"Se você ficar sozinho
Pega a solidão e dançaSe faltar a paz
Se faltar a paz, Minas Gerais"
pegar a solidão e dançar. a dança da solidão: danço eu dança você, já diriam outros. mas e se ela pisa no meu pé? se essa maldita dessa solidão consegue me colocar pra baixo? como que levanta, como que muda isso? tá faltando a paz, tá faltando Minas Gerais.
se tiver vontade chama? não, melhor não
desaparecer no vento? era tudo o que eu queria agora: dar um nó na imensidão do tempo, pular pra quinta que vem. e por que? porque, entre outras coisas, tá faltando a paz, tá faltando Minas Gerais.
ps.: música do último CD do Marcelo camelo, composta em parceria com o Dahmer, do www.malvados.com.br
sábado, 4 de junho de 2011
Bala de canela, bolo de ameixa
Essa semana, muito por acaso, achei minha bala preferida num restaurante simplesinho que fui almoçar. Aquelas balinhas redondas de canela, que se deixar fere o céu da boca pela acidez e pela compulsão de comer. Fiquei feliz até.
Num meio de tpm, passei a semana numa insegurança danada, com uma baita sensação de abandono. Vindos de vários lados, de várias pessoas queridas.
Ruim ter impressão que um relacionamento de um tempão tá se desfazendo. Talvez por carinho mútuo demais, talvez por cada querer viver demais seu tempo, suas novidades. Talvez por falta de comunicação, e não falta de amor. Existe amor na amizade, muito. Ruim demais ter vontade de correr, de dar um tempo nisso, mas não ter pra onde. Onde? Como falar as coisas que estão por dizer? Como desabafar sem estragar a convivência? Ainda mais sem sentir receptividade do outro lado. Plano B? Não existe. É essa a cena, é esse o palco, somos nós os atores. Uma bala de canela podia resolver a questão.
Um outro lado foi a falta de cafuné, o fim de semana de estudos, sem sair de casa. Vontade de ser irresponsável, de sair correndo, largar as pendências (dos dois) e aninhar no colo. Deu insegurança de fazer isso, de ligar, de mandar mensagem. Conversinha morna e só. Deixa esse bolo de ameixa, vai? Me ajuda a sonhar.
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